quinta-feira, 7 de novembro de 2013

II SEMANA DO SACI NA CORTEZ

Mouzar Benedito, grande conhecedor da "mitologia brasílica", é um dos autores confirmados.
Recebi e repasso convite do meu amigo Daniel d'Andrea. As fotos acima e abaixo são do Encontro acontecido ano passado.

O Saci-Pererê talvez seja o mito mais emblemático do Brasil. Nos últimos anos houve um movimento de revalorização de sua figura a partir de numerosos trabalhos de pesquisa, livros infanto-juvenis, documentários, peças teatrais e a criação de entidades que lutam pela sua preservação e atualidade do personagem, e o estabelecimento do dia 31 de outubro, como o Dia do Saci.
Sua origem como mito secular de nossos povos indígenas, com nítida presença afro-brasileira, até sua vitalidade nos dias atuais, chama a atenção de pesquisadores, escritores e entusiastas seguidores que identificam sua permanência e contínua transformação como uma metáfora das origens do povo brasileiro e a riqueza cultural de suas matrizes étnicas.

Hoje, o Saci pode ser considerado por seu caráter peralta, brincalhão, travesso e irreverente, um aglutinador destas características da identidade brasileira, pelas quais consegue adesão e simpatia de crianças e adultos.

Celebrar o Saci é mergulhar em nossas raízes para descobrir-nos libertários, solidários, amantes da natureza, das festas populares e orgulhosos de nosso sincretismo cultural.

Convite:

Sarau do Saci na Cortez

9 de novembro – sábado, das 16:30 às 19:30 horas.

Grande encontro com a participação de autores de livros sobre o tema, contadores de histórias, apresentações musicais e artísticas em geral.

Dirigido ao público de todas as idades! Entrada livre e gratuita.

Organizador: Daniel D’Andrea - contato: 97562-2579.

Livraria Cortez

Rua Bartira, 317 – Perdizes,
São Paulo – SP.

(ao lado da PUC-SP).

O evento, no ano passado, contou com o poeta Arievaldo Viana.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Um encontro possível só no cordel


Grande duelo de Lampião com Zé do Telhado (Tupynanquim Editora) 
Vez em quando a literatura de cordel nos reserva uma grata surpresa. Não que mereça desprezo a grande quantidade de folhetos que surge todos os dias nesse momento alvissareiro, mas, na maioria dos casos, quando se espreme o texto, sobra muito pouco. Há um achaque dos pesquisadores de ter como parâmetro para esse ou aquele tema a quantidade folhetos editados no Brasil (impossível de calcular), pondo no mesmo balaio os bons, os maus e os feios, se me permitem a referência ao filme de Sergio Leone. Assim, lemos abobrinhas do tipo “dos milhares de folhetos editados, poucos tratam disso ou daquilo”. Imaginemos um crítico literário que  se debruça sobre os romances e, além dos clássicos e outsiders, incluem no seu inventário (a palavra aqui tem mais de um sentido) a produção de histórias baratas que infestam as bancas de revistas todo o mês! Há uma lógica, nem sempre explicável ou compreensível, que faz com que um determinado texto sobreviva aos demais. Então, por que, no caso do cordel, toda a produção deve ser medida, quando entendemos que nem tudo o que se publica com o rótulo merece o status de literatura? Ou, para não ferir suscetibilidades, de boa literatura?
Dito isso, volto-me agora para Rouxinol do Rinaré, poeta que se destaca como um dos maiores nomes de sua geração. Dele são os clássicos O Justiceiro do Norte, O Guarda-Floresta e o Capitão de Ladrões, O Matador de Dragões e História de Lampião e Maria Bonita (este em parceria com Klévisson Viana). Em sua obra, sobressaem os romances, embora campeie por outras plagas com igual desenvoltura. É por isso que, ao receber do professor Andrade Leal, grande divulgador do cordel na Bahia, a proposta de escrever uma história que juntasse os bandoleiros Zé do Telhado e Lampião, não se fez de rogado e nem se amedrontou com a premissa aparentemente absurda. Absurda porque o português José Teixeira da Silva, alcunhado Zé do Telhado por causa da localidade em que nasceu, na aldeia de Castelões de Recesinhos, despediu-se deste mundo em 1875, no exílio em Angola, pelo menos 23 anos antes que Virgulino Ferreira, o futuro Lampião, nascesse.
Como contornar o aparente absurdo? Com a imaginação, fazendo com que os dois bandoleiros se defrontem no além, em uma espécie de universo paralelo.
Zé do Telhado, herói popular, espécie de Robin Hood português, virou lenda e sua história foi ampliada pela tradição oral, que alimentou a literatura de cordel. Aqui no Brasil, foi personagem de pelo menos dois cordéis: História de Zé do Telhado, de Antônio Teodoro dos Santos, e Encontro de Cancão de Fogo com Zé do Telhado, de Rodolfo Coelho Cavalcante. Os dois textos foram publicados na editora Prelúdio, de São Paulo, possivelmente a pedido do editor-proprietário Arlindo Pinto de Souza, filho do português José Pínto de Souza, que migrou para o Brasil no início do século passado.
De Lampião, são incontáveis os títulos que tratam de sua trajetória guerreira — ou  bandida, como queiram  —, desde aqueles que são mais fiéis aos fatos, como Os Cabras de Lampião, de Manoel D’Almeida Filho, até os que envolvem sua peripécias no céu, purgatório e inferno. Aliás, no texto que vamos ler é clara a influência de A Chegada de Lampião no Inferno, de José Pacheco, obra-prima do cordel e um dos maiores sucessos do gênero em todos os tempos, nas escaramuças do bandoleiro nordestino com o facínora português.
Saúdo este Duelo de Lampião com Zé do Telhado pela engenhosidade e pelos predicados poéticos que fazem de seu autor uma figura de proa do cordelismo brasileiro. Podemos classificar a obra no gênero romance, pois apresenta os elementos típicos da gesta medieval, mas o tema é valentia, ou bravura, pois não há como remover dos protagonistas a aura mítica concedida pelo povo e ratificada pela literatura de cordel nos dois lados do Atlântico.

Nota: Para adquirir esta e outras obras, entre em contato com a Tupynanquim Editora, pelo e-mail tupynanquim_editora@ibest.com.br.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Serra de encantar

Por Penélope Martins, no blog Toda hora tem história
A cultura popular brasileira é composta por uma diversidade de elementos geográficos que relatam as tendências da vida na região. Não é pra menos, o país se apresenta como continente “gigante pela própria natureza”. De extremo norte na curva nordeste do mapa que se vê lá no alto da cartografia, até os pontos mais longínquos no sul, Brasis tantos.
Porém, considerando mais de oito milhões e meio de quilômetros quadrados, vislumbra-se uma inexplicável unidade em ser brasileiro.
Reentrâncias, ápices, vales e águas. Brasil que não avança somente com planaltos e planíceis, mas que alcança os céus com serras.
Repare a Serra da Contamana no Acre, na curva desenha um coração, enquanto na Bahia, outras serras como a do Bugio, riscada pela mesma mão, e a Sincorá, no centro da Chapada Diamantina, onde o vento brinca com as saias das meninas.
Não nega a geografia da Serra Vermelha que adormecidos guerreiros aguardam o dia da batalha. Já na Ibiapaba e na Farofa, cachoeiras recolhem suas águas para orvalhar madrugadas.
Serra do Mar diz minha infância. Quantas noites estreladas, o asfalto com olhos de gato, descendo as curvas de Santos para ir ter com o avô e as tias meus dias de férias.
Serras que tocam o sol, serras de luar e por detrás daquela serra o canto do poeta transborda a cor da mata, plumas de aves, cheiros de flores tantas, mel de frutos da nossa terra.
Araçá, alecrim, pinha, bananeira, sereno e namoro. A poesia das serras faz cantar rodas antigas, que contavam nossos avós e os avós deles também.
Quadras populares para brincadeiras de roda, lenço na mão e moça bonita. Histórias que se passam no céu, caminhos de estrelas cadentes, histórias que se passam na Serra que mapeia o Brasil com doces rebuscados geográficos.
Eu subi naquela serra
Com alpercatas de algodão
A alpercata pegou fogo,
Eu desci com os pés no chão.*

Se me coubesse escolher uma cor para pintar as quadrinhas que desenham nossas serras, eu pintaria de rosas em variados tons, mas salpicava com azuis e amarelos também. Os desenhos seriam bordadinhos, caseados, ponto a ponto como fazem senhoras bordadeiras e mulheres rendeiras.
Triste de mim, o livro de quadras não escrevi, nem os desenhos fui eu quem fiz. Felizmente fizeram tão bem os dois, afinados em cores e rimas, que é como se fosse meu e teu o livro que se anuncia…
Taisa Borges conta que fez tinta caseira de amora e recriou cores das frutas de época para compor em pincelas soltas uma expressão própria que conversasse com as rimas cantadas por Marco Haurélio.
Com sua caneta, *Marco Haurélio tem esmero do cancioneiro popular autêntico, sem reproduções caricatas de Brasil, ao contrário, sua poesia traz fiel beleza da vida sertaneja na Bahia e com a qual, inexplicavelmente (ao menos no meu caso, já que nasci e me criei em São Paulo) nos identificamos e fazemos cantar com ele.
LÁ DETRÁS DAQUELA SERRA, com quadras e cantigas populares, composição do poeta e folclorista Marco Haurélio, baiano da Ponta da Serra, junto com Taisa Borges, uma menina que borda pinturas escondendo inúmeras palavras para contar outras histórias. Mais um ponto no céu de estrelas da Editora Peirópolis, de São Paulo.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Audálio Dantas vence Prêmio Jabuti na categoria Reportagem

As duas guerras de Vlado Herzog, obra escrita por Audálio Dantas,  foi a vencedora do prêmio Jabuti, na categoria Reportagem. Alagoano de Tanque d'Arca, Audálio é um dos mais importantes nomes do jornalismo nacional. Na década de 1970 presidia o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, por ocasião do assassinato do jornalista Wladimir Herzog pelos gendarmes do regime militar. Para nós, cordelistas e entusiastas da poesia popular, Audálio também tem muito a dizer, pois, além de idealizador, foi o curador do evento 100 Anos de Cordel, realizado no SESC Pompeia, em São Paulo, em 2001. 

Abaixo, a notícia veiculada no Portal dos Jornalistas.


Audálio Dantas vence o Jabuti na categoria Reportagem
As duas guerras de Vlado Herzog, lançado em 2012, conta os dois calvários vividos por Vladimir Herzog: o primeiro na infância e o segundo durante a ditadura militar no Brasil

Audálio Dantas venceu o prêmio Jabuti, o mais importante da Literatura brasileira, na categoria Reportagem, com a obra As duas guerras de Vlado Herzog (Civilização Brasileira). lista com os vencedores das 27 categorias foi divulgada nesta 5ª.feira (17/10).
Alagoano de Tanque D’Arca, Audálio começou como repórter na Folha da Manhã, em São Paulo, na década de 1950. Passou por publicações como Manchete, Realidade, Veja e O Cruzeiro. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em meados da década de 1970, período de forte repressão à imprensa brasileira. Também foi presidente da Fenaj e deputado federal por São Paulo. Atualmente dirige a revista Negócios da Comunicação e preside a Comissão Nacional da Verdade dos Jornalistas.

A obra vencedora remete às duas guerras vividas por Vladimir Herzog: a primeira, na infância, quando fugiu dos nazistas que haviam invadido a Iugoslávia, onde nasceu; e a segunda, já adulto, durante ditadura militar brasileira, que o mataria em 1975.

Um ano atrás, no lançamento do livro, Audálio disse em entrevista ao Portal dos Jornalistas que a vontade de escrever sobre o assunto ficou contida desde o culto ecumênico em homenagem a Herzog, em 31/10/1975, na catedral da Sé, em São Paulo: “Aquele momento nunca saiu da minha mente. Ele está permanentemente gravado porque marcou a história do Brasil. Tínhamos dado a informação de que a desordem interessava a eles [militares], não à sociedade”.

As duas guerras de Vlado Herzog concorreu com Dias de inferno na Síria (Benvirá), de Klester CavalcantiMãos que fazem história (Verdes Mares), de Cristina Pioner e Germana CabralDignidade! (LeYa), de Eliane BrumCarcereiros (Companhia das Letras), de Dráuzio Varella1943: Roosevelt e Vargas em Natal (Bússola), de Roberto MuylaertLuzes da África (Civilização Brasileira), de Haroldo CastroU-507, o submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial (Schoba), de Marcelo MonteiroNabuco em pretos e brancos (Massangana), de Fabiana Moraes; e O fole roncou (Zahar), de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

No dia 13/11, serão escolhidos os grandes vencedores de Livro do Ano em ficção e em não-ficção, que receberão R$ 35 mil cada.

Por: Jornalistas&Cia



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tarde encantada na Livraria NoveSete

Com Taisa Borges e o cordelista Pedro Monteiro
Mais um passo de uma caminhada há muito iniciada, mas ainda longe do fim. E lá, mais uma vez, estavam os amigos, antigos e novos. Escritores, editores, contadores de histórias. Lá estavam as crianças. Lá estava Téo Azevedo cantado o sertão-mundo de Guimarães e de todos nós. Lá estavam as adivinhas, trovas e cirandas reveladas pelo multicolorido guarda-chuva de Monalisa Lins. Lá estava a companheira Lucélia em sua estreia como com contadora e brincante. Lá estava Taisa Borges, que tão bem entendeu a proposta do livro e a traduziu em imagens tão sugestivas quanto belas.

Neste 12 de outubro do Ano do Senhor de 2013, um novo ciclo se inicia. O caminho será o mesmo, mas alguns caminhantes ficaram para trás e outros já se achegaram, com olho novo e alma nova.


A todos que foram, e aos que gostariam de ter ido mas não puderam, minha gratidão. 

Lene Pereira e seu esposo Daniel
Rogério Soares e Marciano Vasques
Roda de versos, cirandas e adivinhas
Com a professora Caroline, da escola Bernardo O'Higgens
Lucélia Borges, Téo Azevedo e Monalisa Lins.
Costa Senna e Pedro Monteiro
Cléber, Dayane, Téo, Monalisa e Lucélia
Com a amiga Marli Jácomo e Taisa Borges






domingo, 13 de outubro de 2013

Um soneto com tintas de saudade




















Entre serras nasci e me criei,
Entre serras ouvi muitas histórias,
Que se foram quais aves migratórias.
Entre serras, menino, eu era rei.

Entre serras, à noite deparei
Muitos lumes, lembrei defuntas glórias,
Entre serras estão minhas memórias,
Verdadeiras e as outras que inventei.

Entre serras se foi a mocidade,
Quando o tempo passou sem piedade,
Veio o vento e soprou-me pra outra terra.

Entre prédios espero, com saudade,
Quando Deus me chamar à eternidade,
Descansar lá detrás daquela serra.


sábado, 5 de outubro de 2013

Lá detrás daquela serra na Livraria NoveSete


Lançamento do livro Lá Detrás daquela Serra - Cantos e Cantigas Populares (Peirópolis)
Lá detrás daquela serra, que reúne quadras e cantigas populares, como indica o seu subtítulo, é o nono livro meu publicado este ano. É o primeiro a reunir a poesia popular, tradicional e anônima presente nas cantigas de roda, nos cantos de trabalho e nas brincadeiras de um sertão que vai desaparecendo aos poucos. No livro também, há algumas adivinhas rimadas e cantigas do ciclo natalino, ouvidas durante a infância passada na Ponta da Serra, zona rural de Riacho de Santana, e em Igaporã, na Bahia.

As duas quadras abaixo reproduzidas, por exemplo, evocam um tempo em que o cavalo, animal de montaria e de aragem da terra, era imprescindível para o homem do campo.

Amarrei o meu cavalo,
Amarrei às nove horas.
Esperando o meu benzinho,
Meu benzinho, até agora...

Soltei meu cavalo n’água,
Ele n’água se perdeu.
Nesse mundo não existe
Amor puro igual o meu.

Em outras, há um lirismo ao mesmo tempo ingênuo e malicioso:

Eu subi no pé de pinha,
Comi pinha sem querer.
Namorei com o pé de pinha,
Pensando que era você.

Lá detrás daquela serra – quadras e cantigas populares (Peirópolis, 2013), ilustrado por Taisa Borges e apresentado por José Santos, será lançado no próximo sábado, dia 12 (das crianças), na Livraria NoveSete, na Vila Mariana. E, como pede a ocasião, teremos brincadeiras de roda com Monalisa Lins e Lucélia Borges, minha companheira, que me ajudou a recolher e transcrever o material que faria parte do livro.

SERVIÇO

O quê?
Lançamento do livro Lá detrás daquela serra – quadras e cantigas populares.

Onde?
Livraria NoveSete
Rua França Pinto, 97 (próxima à estação Ana Rosa do metrô).

Quando?
12 de outubro de 2013 (dias da crianças), a partir das 15h.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Biografia de João do Vale, escrita por Wilson Marques, é lançada pela Nova Alexandria

A editora Nova Alexandria acaba de lançar, pela coleção Jovens sem fronteiras, O jovem João do Vale, do escritor Wilson Marques, livro que narra fatos da infância e da juventude do grande compositor maranhense, autor de clássicos inesquecíveis da Música Popular Brasileira.

Poeta de nascença, João do Vale transformou-se, de menino pobre e sem instrução, em dono de uma das mais importantes vozes da música brasileira, em especial, da música nordestina, ao lado de mestres como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Para o filho de lavradores do sertão maranhense, a conquista pareceria no mínimo improvável. Mas, superando todos os obstáculos, o artista, que sequer teve reconhecido seu direito a uma educação formal, deixou ainda muito jovem sua terra e fugiu de casa para uma aventura de liberdade e aprendizado que culminaria com a sua justa inscrição na história da música popular deste país. Como já haviam feito muitos nordestinos, João do Vale partiu para buscar a sorte no Rio de Janeiro. Trabalhou na construção civil. Morando nos canteiros de obras, visitava à noite as emissoras de rádio, para mostrar seus versos para artistas que se dispusessem a dar um empurrão inicial em uma sonhada carreira de compositor. Não demorou muito para que tivesse gravado o primeiro sucesso, Estrela miúda, na voz da endeusada Marlene. Era o começo de uma trajetória de muitos sucessos musicais — Carcará, De Teresina a São Luís, Pisa na fulô —, reverenciada por Chico Buarque, Tom Jobim, Alceu Valença, Fagner, Elba Ramalho e outros artistas de primeiríssimo time.

(Texto de orelha do livro, elaborado por mim a partir de informações passadas pelo autor, Wilson Marques)

O autor


Wilson Marques nasceu em Caxias (MA). Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), passando a atuar como repórter. Paralelamente, enveredou pela fotografia, desenvolvendo uma série de projetos autorais, com destaque para documentação em diversas comunidades quilombolas do seu estado. Sendo a literatura uma paixão de infância, voltou-se para a produção de uma série de livros infantojuvenis, com textos inspirados na rica tradição oral da sua região. Entre os títulos estão Quem tem medo de Ana Jansen?, O tambor do Mestre Zizinho e A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado em cordel, os dois últimos publicados pela Mercuryo Jovem. Atualmente trabalha como publicitário e dirige a Casa do Autor Maranhense, instituto voltado para a divulgação da arte produzida no estado. 

Para mais detalhes, entre em contato com a Editora Nova Alexandria:
Av. Dom Pedro I, 840 CEP 01552-000 - São Paulo - SP
Nova Alexandria: (11) 2215-6252 | Claridade: (11) 2068-9961

sábado, 28 de setembro de 2013

Cordel no Projeto Literatura Viva


A Literatura de Cordel esteve presente no projeto Literatura Viva do SESI-SP. Entre os dias 16 e 20 de setembro estive nas cidades de Araçatuba, Penápolis, Guararapes, Mirandópolis e Andradina, em encontros com os alunos da rede SESI de seis unidades escolares. Foram momentos muito bons de surpresas e descobertas. Agradeço a acolhida de todas as administradoras escolares e demais funcionários, que prepararam da melhor forma as turmas para os encontros. Voltei, como disse Guimarães Rosa, “crescido de coração”.

Escola 281 (Araçatuba)

Escola 351  (Araçatuba)

 Escola 136 (Penápolis, manhã)

 Escola 136 (Penápolis, tarde)

 Escola 237 (Guararapes)

 Escola 323 (Mirandópolis)

Escola 025 (Andradina)

Mais uma vez obrigado a todos que deram suporte às nossas atividades.