terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Uma crônica (quase) inédita de Arievaldo Viana

 

Leandro Gomes de Barros e a carnaubeira plantada pelo poeta Arievaldo Viana. .

LEANDRO E A CARNAÚBA

O escritor HUMBERTO DE CAMPOS plantou um pé de cajueiro e fez disso o norte de seu livro de memórias. Eu plantei um pé de CARNAÚBA. Dirão vocês que um cajueiro é mais útil. Eu diria que uma carnaubeira é muito mais bonita. Imponente. Palhas abertas ao vento, lembrando o fole de um acordeom. Planta do sertão. Tudo a ver comigo. Humberto vivia em Parnaíba, cidade que o Piauí "tomou" do Ceará, impingindo de volta um Crateús muito do mal-ajambrado.

Hoje, abri as janelas do meu escritório para ver a chuva banhar a minha pequena carnaubeira e me lembrei... Ela viverá dois séculos, se nenhum fela-da-gaita (descendente ou não) inventar de cortá-la. Eu fico por aqui até o dia que Deus quiser. Amém!

A CHUVA é o alento maior do povo nordestino e eu, cabra véi nascido e amamentado na fazenda Ouro Preto, recanto que já foi Quixeramobim e hoje pertence ao município de Madalena, pleno Sertão Central do Estado, vivo aqui nessa diáspora metropolitana lembrando todos os dias dos meus avós, do meu gadinho de osso, da ova de curimatã e das palhas do pé de Carnaúba na beira do riacho vermelho. Aquilo, sim, era vida.

O serrote dos Três Irmãos era o cenário. Dizia o velho Chico Pavio que aquilo eram três reinos encantados e que havia um dragão escondido no sopé do Olho D'água das Coronhas, onde eu ia buscar água com meu pai nos primeiros anos de minha vida. O autor de meus dias cantava trechos da 'Batalha de Oliveiros com Ferrabrás'. Eu pensava no banho gostoso e demorado no açude dos Calixtos. "Eram doze cavaleiros/Homens fortes destemidos...".

Leandro Gomes de Barros, o autor, povoava a minha infância pela voz de meu pai. Seria melhor se ele cantasse "Juvenal e o Dragão", que também sabe de cor. Rompe-ferro, nosso cachorro de estimação, teve seu nome extraído de um folheto de Leandro. Olho para ele, fiel e abnegado, e me lembro do "Cachorro dos Mortos". Eu, por minha vez, era o próprio Cancão de Fogo, escanchado na cangalha do jumento, atento à natureza, à poesia e ao cenário.

Sinto o cheiro da chuva que acabou de cair. A carnaubeira está exultante, plena de verde e de vigor. Eu fico por aqui, até o dia em que Deus for servido. Mas o mestre Leandro viverá mais alguns séculos, pela sua poesia vigorosa e forte como o meu pezinho de carnaúba, pelo seu pioneirismo e, sobretudo, por sua indiscutível genialidade.

Estou aqui, igual a chuva que acabou de cair, regando a obra do mestre.

Arievaldo Viana,

Caucaia, 31 de março de 2008.

Nota do blogue: O saudoso poeta Arievaldo Viana, amigo querido de obra vasta e vida breve, publicou esta crônica no fotolog Acorda Cordel (Portal Terra), que foi descontinuado. Daí o "quase" do título desta postagem. A foto da carnaúba foi enviada por Juliana Araújo, viúva do poeta. 


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Cordéis atemporais: História da Donzela Teodora

História da Donzela Teodora
Acervo: NUPPO (Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular)

A primeira versão em cordel desse clássico é de Leandro Gomes de Barros, e foi escrita, possivelmente, na primeira década do século XX. A história tem 142 estrofes em sextilhas, com esquema de rimas xaxaxa. Narra a disputa de uma donzela, de origem espanhola, com três sábios da corte do rei Almançor, da Tunísia. O autor, conhecedor de seu público e ciente da popularidade do romance original, já na primeira estrofe, refere-se à fonte onde seu estro foi beber:

Eis a real descrição
Da história da donzela
Dos sábios que ela venceu
E a aposta ganha por ela
Tirado tudo direito
Da história grande dela. 

As perguntas e respostas são feitas por três sábios, em inquéritos distintos, nos quais, um a um são derrotados pela Donzela:

— Donzela, o que é vida?
Disse ela: — Um mar de torpeza,
O que pode assemelhar-se
À vela que está acesa,
Às vezes está tão formosa
E se apaga de surpresa. 

 

— Donzela, por quantas formas
Mente a pessoa afinal?
Respondeu: — Mente por três,
Tendo como essencial
Exaltar a quem quer bem
E pôr taxa em quem quer mal.

A redação mais antiga da História da Donzela Teodora é a espanhola, de Toledo, publicada em 1498. A literatura árabe traz exemplos abundantes do motivo da inteligência posta à prova, enredo básico de muitos contos populares. La Docta Simpatia é a variante do livro das Mil e uma noites, publicado em Paris entre 1704 e 1717, mais de duzentos anos depois da primeira edição do romance espanhol.

Santa Catarina de Alexandria, possível matriz da História da Donzela.


A lenda piedosa de Santa Catarina de Alexandria, martirizada no século IV, sempre foi apontada como uma das prováveis fontes da
História. Donzela como Teodora, Catarina derrotou cinquenta sábios a serviço do imperador Maximino, sendo estes, ao fim da disputa, conforme relata Jacopo da Varazze, na Legenda áurea, convertidos ao cristianismo e igualmente martirizados. Câmara Cascudo, em Cinco livros do povo, aponta, no entanto, tradições mais antigas, já que os duelos em torno da sabedoria, cujo prêmio era a vida, figuram em muitos contos de matriz popular do Oriente Médio. O nome Catarina de Alexandria, explica Cascudo, é adotado após a conversão ao cristianismo, pois antes ela se chamava Doroteia. Ambos os nomes, Teodora e Doroteia, significam, traduzidos do grego, “dádiva de Deus”. Teodora, assim, é o modelo das virtudes cristãs e, com o advento do islamismo, passa a simbolizar, também, a donzela cujo equilíbrio entre o saber livresco e a astúcia representa um alto panegírico da figura feminina em tempos de extremada misoginia.

Ao verter para sextilhas a história milenar, Leandro Gomes de Barros ajuda a popularizar entre leitores e ouvintes uma narrativa saborosa, com rara habilidade, adaptando-a para nosso contexto sociocultural, sem prejuízo de sua ancestral sabedoria. Hoje em domínio público, a obra é publicada pelas duas principais editoras tradicionais do cordel, Tupynanquim e Luzeiro, e ainda é um dos títulos mais procurados. Sobre essa permanência opina Arlene Holanda:

"A espetacular difusão alcançada pela História da Donzela Teodora e por outras obras do gênero no Brasil nos convida a refletir sobre temporalidade. Após terem saído de cena na Europa há mais de cem anos, em pleno século das luzes e depois concomitantemente ao modernismo, essas historietas de temáticas medievais eram a leitura predileta de uma fatia significativa da população brasileira".

(Arlene HOLANDA, A Fonte da Donzela: cordel de repertório medieval como fonte-documento para a pesquisa e ensino de História, p. 50, monografia.)

Na literatura de cordel, temos outra personagem que, envolvida numa narrativa novelesca, traz elementos construídos a partir do arquétipo da donzela sábia. Trata-se de Helena, a virgem dos sonhos, protagonista de um drama de autoria de Manoel Pereira Sobrinho. Criada por uma duquesa, Helena é educada pelos grandes mestres de seu tempo, e, nas palavras do autor:

Química e astronomia 
Fazia toda parcela.
Vencia qualquer um sábio
Essa mimosa donzela.
Nem a Donzela Teodora
Sabia a metade dela.

Manoel Pereira Sobrinho é autor, ainda, de uma continuação do folheto de Leandro, A filha da Donzela Teodora.

Para saber mais: Marco Haurélio. Literatura de Cordel: do sertão à sala de aula. São Paulo: Paulus, 2013. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

OFÍCIO DAS BENDITAS ALMAS DO PURGATÓRIO



MATINAS

 

Abrirei meus lábios

Em tristes assuntos,

Para sufragar

Aos fiéis defuntos.

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Cristo

Em vossa Paixão,

Redentor das almas

Dos filhos de Adão.

 

Por tal benefício

Público e notório,

Socorrei as almas

Lá no Purgatório.

 

Não entreis com elas,

Senhor, em juízo,

Para que não tenham

Total prejuízo.

 

Porque na presença

Do crucificado,

Nenhum dos viventes

É justificado.

 

Pelo sacrifício

Da sagrada Missa,

Não useis com elas

Da vossa justiça.

 

Com as tristes almas,

Meu Senhor, usai

Das misericórdias

De Deus, vosso Pai.

Vós sois o Cordeiro

Todo ensanguentado,

Para o bem das almas

Tão sacrificado.

 

Supra o vosso Sangue,

Precioso e Santo,

O dever das almas,

Que padecem tanto.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no Purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

PRIMA

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Excelso

Senhor compassivo,

Das almas que penam

Entre o fogo vivo.

 

Segundo Batismo,

Lhes dai, meu Senhor,

Batismo de fogo

Purificador.

 

Como em Babilônia

Os três inocentes,

Só de vós se lembram

Nas chamas ardentes.

 

Só a vossa clemência

As pode remir

Do fogo que arde

Sem as consumir;

 

Fogo que formastes

Com tais predicados

Para expiação

Dos nossos pecados.

 

Muito mais ativo

Que o calor do sol,

Pior que uma frágua,

Que um vivo crisol.

 

Supra o vosso Sangue,

Que é tão meritório

O dever das almas

Lá no Purgatório.

 

Aplacai das chamas

Também o calor,

Daquele tremendo

Fogo expiador.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

TERÇA

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Pai

De misericórdia,

Onde resplandece

A paz e a concórdia.

 

Por tal excelência

Que em vós adoramos,

Socorrei as almas,

Por quem suplicamos.

 

Tão aferrolhadas,

Como Manassés,

Mover não podem

Suas mãos nem pés.

 

Privadas de verem

Ao grande Adonai,

Seu eterno Rei,

Seu divino Pai.

 

Mais penalizadas

Do que Absalão,

Por já não gozarem

De Deus a visão.

 

Como o Santo Jó,

Tão amargamente

Lágrimas derramam

Para Deus somente.

 

Qual o Rei Profeta,

Seus olhos aflitos

Estão já enfermos

Por falta de espírito.

 

Médico divino

Só vossa virtude

Pode dar às almas

Eterna saúde.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

SEXTA

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, nosso

Divino Mecenas,

Protetor das almas

Que estão entre penas.

 

Vós sois nosso irmão

Pela humanidade,

Nosso advogado

Com a divindade.

 

Derramai mil graças

Dessas vossas mãos

Sobre aquelas almas

Dos nossos irmãos.

 

Obrai, pois, com elas,

Já com brevidade,

Um gasto estupendo

De vossa bondade.

 

Apressai as horas,

Chegai os momentos

De finalizarem

Seus grandes tormentos.

 

Não vos recordeis

Dos tempos passados,

Quando cometeram

Seus grandes pecados.

 

Supra o vosso Sangue,

Tão satisfatório

O dever das almas

Lá no Purgatório.

 

Acabai as vossas

Correções fraternas,

Para que já gozem

Delícias eternas.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

NOA

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Cristo

Pastor piedoso

Das almas benditas

Do lago penoso.

 

Libertai as almas

Pastor sempiterno,

Daquele lugar

Junto do inferno.

 

Qualquer dessas almas,

Que pena terá!

Porque no inferno

Quem vos louvará?

 

Nestas tristes almas,

Senhor, acabai

Os justos castigos

De Deus, vosso Pai.

 

Supra vosso Sangue,

Tão satisfatório

O dever das almas

Lá no Purgatório.

 

Quebrai, meu Jesus,

Poderoso e forte,

Aquelas prisões

Dos laços da morte.

 

Seja o vosso braço

O libertador

Das almas que penam

Em tanto rigor.

 

Por vós finalize,

Jesus soberano,

Nestas tristes almas

A pena do dano.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no Purgatório

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

VÉSPERAS

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Filho

Do onipotente,

Com as tristes almas,

Sempre tão clemente.

 

Tende compaixão

Dessas tristes almas,

Que estão padecendo

Rigorosas chamas.

 

Bem como as escuras

Do rico avarento,

Padecem as almas

Outro igual tormento.

 

Assim como cervos

Dos vales e montes,

Quando sequiosos

Procuram as fontes.

 

Assim mesmo as almas

Querem excessivas

Só a vós, meu Deus,

Fontes d’águas vivas.

 

Mandai-lhes propício

As águas da graça,

Para melhorarem

Daquela desgraça.

 

O perdão das almas,

Senhor, alcançai

Das misericórdias

De Deus vosso Pai.

 

Vosso Sangue seja,

Propiciatório,

De Deus para as almas

Lá no Purgatório.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no Purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

COMPLETAS

 

Converta-nos Deus,

A nós todos juntos,

Para sufragarmos

Os fiéis defuntos.

 

Sede em meu favor,

Salvador do mundo,

E das almas santas,

Do lago profundo.

 

Nós vos pedimos

Pronta salvação,

Preferindo aquelas

Da nossa atenção.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Elas já descansem

Para sempre. Amém.

 

HINO

 

Deus vos salve, Esposo

Das almas fiéis

Que estão padecendo

Tormentos cruéis.

 

Olhai compassivo

Para as fadigas

Dessas que não são

Vossas inimigas.

 

Mesmo assim vos amam

Em tal padecer,

Sem aqueles toques

De doce prazer.

 

Como as virgens loucas

Foram imprudentes,

Perdoai as suas

Ações negligentes.

 

Celebrai depressa

As núpcias eternas

Com aquelas almas

Humildes e ternas.

 

Conduzi-as logo

À feliz herança

Da vossa suprema

Bem-aventurança.

 

Transporta-as já,

Sem mais dilação

Para os tabernáculos

Da santa Sião.

 

Por vós gozem elas

Sem maior detença

Os doces efeitos

Da vossa presença.

 

Peçamos a Deus

A eterna luz,

Para os que já dormem

Em Cristo, Jesus.

 

Ouvi, meu bom Deus,

O deprecatório,

Em favor das almas

Lá no Purgatório.

 

Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.

 

ORAÇÃO

 

Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, vão gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

OFERECIMENTO

 

Nós Vos oferecemos,

Ó bom Deus propicio,

Pelas tristes almas,

Este breve ofício.

 

Vós que sabeis tudo

Quanto nós pensamos,

Bem sabeis que almas

Hoje sufragamos.

 

Participem todas

Por vossa bondade,

Conforme a justiça

E a caridade.

 

Para que por vós,

Jesus, Sumo Bem,

Em paz já descansem

Para sempre. Amém.