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segunda-feira, 2 de maio de 2016

O Imortal Mestre Azulão

Assis Angelo, Azulão, Bule-Bule, Klévisson Viana, Marco Haurélio
e João Firmino Cabral (Fortaleza, 2008)

Em que pese a correria dos últimos dias, seria injusto comigo mesmo e com a história do cordel se não prestasse uma homenagem a João José da Silva, o imortal Mestre Azulão, que nos deixou no último 12 de abril, aos 84 anos. Cordelista, repentista, compositor, autor de páginas imortais da poesia popular, Azulão deixa um legado de centenas, talvez milhares de cordéis, incluindo uma vasta produção de romances.

Para este pequeno gigante que tive a honra de conhecer em 2006 e reencontrei em muitas outras oportunidades, escrevi estes versos, seguindo a picada aberta por outros poetas, como Klévisson Viana, Victor Alvin, Arievaldo Viana,  Dalinha Catunda e Rouxinol do Rinaré:

Quando José João dos Santos
Veio habitar este plano,
O seu nome foi gravado
Por mãos do divino arcano
Para plantar a semente
Da poesia na gente,
Servindo ao Pai Soberano.

Foram marcas registradas
Os óculos e o chapéu.
Partiu, porém nos deixou
Sua obra como troféu
Que a nossa lira abrilhanta:
Mestre Azulão hoje canta
Nos campos vastos do céu.

 
Homenagem da Tupynanquim Editora.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Relembrança da Bienal do Ceará



Em 2008, em Fortaleza, onde estive a convite de Klévisson Viana, para proferir uma palestra na Bienal do Livro do Ceará, encontrei algumas figuras lendárias da nossa poesia popular. Na foto, aparecem, além de mim, Assis Ângelo, Bule-Bule, Mestre Azulão, Klévisson Viana e João Firmino Cabral.