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sábado, 11 de setembro de 2010

Costa Senna convida



Cante esse refrão por aí! é o nome do CD que Costa Senna lançará no próximo sábado, 19, na Ação Educativa. O novo disco do cantor e compositor cearense traz duas composições das quais sou co-autor: É proibido permitir, de onde foi retirado o refrão que dá título à obra, e Caravana do Cordel, homenagem ao grupo lítero-musical, do qual Senna e eu somos fundadores.

Clique AQUI para assistir ao clipe da música Caravana do Cordel.

E AQUI para ver uma versão ao vivo de É proibido permitir.

Abaixo, a programação completa:

O cantor e poeta Costa Senna, a Bodega do Brasil e a Ação Educativa convidam para o show de lançamento do CD "Cante esse refrão por aí!"


PROGRAMAÇÃO:
O cantor e poeta Costa Senna recepciona as amigas e os amigos a partir das 16:00 h. No local estarão expostos alguns trabalhos do artista, tais como CD's, livros e folhetos de literatura de cordel.
Conduzida pela jornalista e poetisa Daniella Almeida a abertura do evento se dará às 17:00 h com alguns rápidos depoimentos de amigos e apresentações artísticas, assim promamadas:
• Eleilson Leite - coordenação executiva da Ação Educativa
• Luiz Wilson: cantor, compositor e radialista.
• Sonia Couto - educadora e coordenadora do Centro de Referência Paulo Freire
• Rhayfer: cantor e compositor
• Roberval Freire - coordenação SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes
• Meramolim: cantor e compositor
• Marco Haurélio - poeta e pesquisador, membro fundador da Caravana do Cordel e representante da Editora Nova Alexandria
• Chico Alves: cantor e compositor
• Sylvio Passos, Carluz Bigode, Henriqueixas e a historiadora Luciane Alves - autênticos representantes do Raulseixismo
• A partir das 18:00 h, o show de lançamento do CD com Costa Senna e Grupo UnirVersos.
Formação do Grupo UnirVersos: Costa Senna, Ornela Jacobino, Tiago Stocco, Anderson Brasil e Júbilo Jacobino. Participação especial da cantora e produtora cultural Fatel Barbosa.


SERVIÇO:
18/09/2010 - SÁBADO
das 16:00 h às 20:00 h
Local: Espaço Cultural Periferia no Centro
Auditório da Ação Educativa
Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque - São Paulo - SP
Fone: (11) 3151-2333 - ENTRADA FRANCA

sábado, 1 de maio de 2010

Caravana do Cordel vira tema de canção



O movimento cultural Caravana do Cordel virou tema de música pelas mãos e pela voz de um dos fundadores do movimento, Costa Senna.

A música Caravana do Cordel, da qual sou coautor, homenageia os grandes clássicos do gênero e mistura poesia e música com o incremento da baatida do coco pernambucano.

Clique aqui e assista ao clipe que traz a assinatura de Júbilo Jacobino:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Costa Senna lança Viagem ao Centro da Terra pela coleção Clássicos em Cordel



Além de convidá-los para o lançamento de mais um livro da coleção Clássicos em Cordel, da Editora Nova Alexandria, vou repetir parte do texto que escrevi para a apresentação desta obra que será mais um marco na carreira laboriosa do poeta cearense Costa Senna, aqui parceiro póstumo do grande escritor francês Júlio Verne:

Viagem ao Centro da Terra em linguagem de Cordel

Para quem acha que ficção cientifica e literatura de cordel não combinam, vale citar como exemplo o mais famoso folheto de todos os tempos, o Romance do Pavão Misterioso, escrito por José Camelo de Melo Rezende. Este cordel narra as aventuras do jovem Evangelista, que, a bordo de um aeroplano, o Pavão do título, rapta uma linda condessinha, Creusa, prisioneira do próprio pai, um conde perverso e orgulhoso.

A versão poética de Viagem ao centro da Terra se concentra na aventura do trio Lidenbrock, Axel e Hans. Da mesma forma que no romance, Axel é o narrador, ou seja, a história se desenvolve segundo o seu ponto de vista. Na segunda e terceira estrofes, ficamos sabendo que o ponto de partida desta aventura é uma casa localizada numa velha rua de Hamburgo, na Alemanha:

Na velha Rua do Rei,
Casa número dezenove,
Em Hamburgo, na Alemanha,
A idéia se desenvolve
E, só no final do livro,
É que tudo se resolve.


Ao cientista Lidenbrock
Esta casa pertencia.
Este voltou apressado,
O porquê ninguém sabia.
Vamos tentar descobrir
O que meu tio sentia.


Após uma discussão entre Axel e o tio, é encontrado o já citado pergaminho que possibilitará a Viagem do titulo:

No desenrolar do achado,
A cena foi nos contendo.
A gente não acreditava
Naquilo que estava vendo:
Símbolos incompreensíveis
Nele foram aparecendo.


O amor de Axel por Grauben, sua noiva, também mereceu destaque nesta adaptação:

Grauben era minha noiva
E a primeira namorada,
Toda cidade queria
Vê-la comigo casada.
Nosso casamento estava
Com a data já marcada.


A verdade é que, nos momentos mais difíceis da expedição, a lembrança da amada realimenta em Axel a esperança de sucesso, mesmo quando tudo parecia estar perdido. Ao final, superados todos os desafios, o poeta deixa claro que os sonhos só não se realizam para aqueles que deixaram de sonhar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Viagem ao Centro da Terra em Cordel é lançado pela Nova Alexandria



Mais um Clássico em Cordel é lançado pela Nova Alexandria
.
Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne, é o novo título da coleção Clássicos em Cordel, da editora Nova Alexandria. A cordelização desse importante romance de ficção científica foi feita pelo poeta cearense Costa Senna. As ilustrações são de Cristina Carnelós:

Abaixo, as primeiras estrofes deste que promete ser mais um sucesso dentro da vitoriosa Coleção:

Final de mil e oitocentos
Do ano sessenta e três,
Começava essa história,
Maio, era este o mês.
E esta vai acorrentar
A atenção de vocês.

Na velha Rua do Rei,
Casa número dezenove,
Em Hamburgo, na Alemanha,
A idéia se desenvolve
E, só no final do livro,
É que tudo se resolve.

Ao cientista Lidenbrock
Esta casa pertencia.
Este voltou apressado,
O porquê ninguém sabia.
Vamos tentar descobrir
O que meu tio sentia.

— Muito cedo pra jantar,
A boa Marta falou.
– Axel, se entenda com ele,
Veja o que o transtornou.
Aquela mulher amável
Assim me aconselhou.

Ele entrou no gabinete,
Gritou: — Axel, pode entrar!
Eu fiquei paralisado,
Sem jeito de caminhar.
Ele gritou novamente:
— Tenho algo a lhe mostrar!

Entrei, ele disse: — Veja
Que inestimável tesouro!
Com alegria falava:
— Isto vale mais que ouro!
Era um livro muito antigo,
Coberto com velho couro.

Meu tio, entre as funções
Que com orgulho exercia,
Era mestre em várias áreas
E em mineralogia
Era grande referência
Nos estudos que fazia.

(...)




Costa Senna é filho de Joaquim Raimundo da Costa e Raimunda Sena da Costa. Nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 30 de novembro de 1955.
Ingressou na arte no começo da década de 1980. Participou de várias manifestações culturais, atuando nas peças teatrais A noite seca, Deus lhe pague, Cigania e Luzidia. É um dos poetas pioneiros na utilização de temas ligados à educação na literatura de cordel. Publicou, entre outros, os seguintes folhetos:
Os atropelos do Português, É outra história, O doido, Carta a Jesus, Cordel da Matemática poética e a antologia Caminhos diversos – sob os signos do cordel.
Artista versátil, além de humorista, é cantor e compositor, tendo lançado os CD’s Moço das estrelas e Fábrica de Unir Versos (MPB) e Costa Senna em cena (poemas e humor). Em São Paulo, já se apresentou em inúmeras escolas e centros culturais divulgando o cordel e a cultura popular.