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quinta-feira, 14 de junho de 2012

SOCORRO LIRA GANHA PRÊMIO NACIONAL

Por Assis Ângelo via blog.



Atenção, espalhem a boa nova e digam aos quatro ventos que a Paraíba tem motivo mais do que suficiente para fazer festa desde ontem à noite, quando uma de suas filhas mais talentosas e queridas, Socorro Lira, ganhou reconhecimento nacional ao ser agraciada com o disputado prêmio de Melhor Cantora, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 


O prêmio, entregue sob uma chuva de aplausos e vivas, deveu-se à excelência de qualidade de um seus discos, o CD Lua Bonita, que gravado de forma independente entre 2008 e 2010 e lançado oficialmente em 2011, em homenagem ao esquecido compositor e intérprete - seu conterrâneo - Zé do Norte, de batismo Alfredo Ricardo do Nascimento, que desapareceu pobre e adoentado no começo do ano de 1992.


É dele, Zé, a música que dá título ao disco de Socorro e a adaptação da toada-baião Mulhé Rendeira, gravada inúmeras vezes no Brasil e no Exterior desde o seu lançamento na trilha sonora do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto. 


Mulhé Rendeira foi gravada pela primeira pelo cantor Homero Marques, com acompanhamento do conjunto musical paulistano Demônios da Garoa, em 1953.


A premiação como Melhor Cantora é um reconhecimento tardio, mas bem-vindo, do corpo de jurados da 23ª Edição do Prêmio de Música Brasileira ao enorme talento de Socorro Lira.


Concorreram ao Prêmio artistas escolhidos numa lista de mais de 800 nomes. 


Saiba mais sobre o CD Lua Bonita e sobre a própria Socorro Lira clicando:http://www.socorrolira.com.br/projetos_interna.php?id=1


E veja ela interpretando uma de suas composições no programa Sr. Brasil. Clique: 


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Relembrança da Bienal do Ceará



Em 2008, em Fortaleza, onde estive a convite de Klévisson Viana, para proferir uma palestra na Bienal do Livro do Ceará, encontrei algumas figuras lendárias da nossa poesia popular. Na foto, aparecem, além de mim, Assis Ângelo, Bule-Bule, Mestre Azulão, Klévisson Viana e João Firmino Cabral.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Editora Luzeiro lança cordel comemorativo




TRECHO DA APRESENTAÇÃO

O que se pretende aqui, com esta publicação, é chamar a atenção da população de São Paulo, especialmente dos migrantes – e imigrantes – para a importância do nosso folclore, do qual se extraem histórias que se eternizam no inconsciente popular, por gerações e gerações.

A data 3 de março jamais poderá ser esquecida.

(Assis Angelo)


Trechos do Cordel que contou com grandes nomes do cordel e do repente, a exemplo de Oliveira de Panelas, Arievaldo Viana, João Paraibano, Valdir Teles, Rouxinol do Rinaré, Klévisson Viana, Mestre Azulão, Moreira de Acopiara e Gonçalo Ferreira. 


Mote: Marco Haurélio

Capa: Jô Oliveira

Nos meus versos de cunho popular
Busco n’alma divina inspiração,
Porque é de Luiz, Rei do Baião
Que agora os poetas vão falar,
E o Brasil sertanejo vai mostrar
Que não é desprovido de memória,
Relembrando a incrível trajetória
De um mito que o tempo não desbanca –
Foi voando nas asas da Asa Branca
Que Gonzaga escreveu a sua história.


Dos acordes de um grande brasileiro,
Um intérprete da alma de seu povo,
Sai um canto que sempre será novo,
Amoroso, sincero, alvissareiro.
Entre os hinos do seu cancioneiro,
O que fala duma ave migratória
Conferiu a Luiz eterna glória
Para além desta vida que se estanca.
Foi voando nas asas da Asa Branca
Que Gonzaga escreveu a sua história.


Eu também levo o fardo do migrante
Carregando amor com melancolia,
Que abastecem a minha poesia,
Semeada em terra tão distante.
E se a vida me fez um retirante,
Não me rendo à tão cruel escória,
Antes canto a verve meritória
Que ao gênio, lhe serve de alavanca.
Foi voando nas asas da Asa Branca
Que Gonzaga escreveu a sua história.