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quarta-feira, 23 de março de 2011

Liz Taylor e Catarina



A imprensa mundial informa: morreu, hoje (quarta, 22 de março), Elizabeth Taylor. A atriz britânica, duas vezes premiada com o Oscar, brilhou em muitos filmes. Um deles, Um lugar ao sol, de George Stevens, é o meu favorito. E de Chaplin também, conforme vim a saber mais tarde.

Bem, mas a postagem é por outro motivo. Quando pensei em verter para o cordel um clássico da literatura universal, não pensei muito e cravei A Megera Domada, de Shakespeare. Talvez o motivo principal nem tenha sido a peça em si, mas o filme de 1967, dirigido por Franco Zefirelli e estrelado por Liz Taylor e seu marido à época, Richard Burton.

Nos papéis de Petrucchio e Catarina, eles reviviam cenas muito próximas da realidade, o que rendeu atuações inesquecíveis. A cena do casamento, entre tantas, merece destaque. Foi a imagem desta cena que motivou-me a escrever estes versos para o livro A Megera Domada em Cordel:



















Depois disto, ele agarrou
A noiva pelo gargalo
E deu-lhe um beijo na boca,
Com escandaloso estalo,
Que a nobreza envergonhada
Se recusava a olhá-lo.

Fico, entre tantas, com essa imagem de Liz Taylor.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Megera Domada volta ao teatro



A Megera Domada em Cordel, de minha autoria, acaba de ganhar uma versão teatral, levada a efeito pela Cia. da Caçamba e pela Faculdade Paulista de Artes. A informação é do amigo, ator e grande agitador cultural Pedro Cosmos.

Dirigida por Ivano Silva de Lima, a peça será encenada nos dias 29, 30 de novembro e 1º de dezembro.

Local: Teatro Ruth Escobar
Rua dos Ingleses, 209

Entrada franca

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A Megera Domada em cordel baseia-se na peça teatral de William Shakespeare, uma das melhores comédias do grande dramaturgo inglês. Shakespeare encontrou o tema central da peça – a moça irritadiça que espanta todos os pretendentes a sua mão – na tradição oral. O conto popular no qual se baseia a peça circula, com algumas variações, no folclore de vários países.

Na Itália, no século XVII, Giambatista Basile, na obra Pentamerone, publicou o conto Noiva Punida, com a mesma temática. Dois séculos depois, o mesmo motivo foi detectado no conto O Rei Barba de Tordo (König drosselbart, no original alemão dos Irmãos Grimm), no qual o pretendente rejeitado e ridicularizado pela megera se finge de mendigo para desposá-la.

No Brasil, Câmara Cascudo recolheu uma versão sugestiva (O Conde-pastor). A história fala da insuportável princesa Sidônia que, após rejeitar todos os pretendentes nobres, é obrigada a se casar com um humilde pastor. Ela será obrigada a fazer as tarefas mais rudes e se emprega do palácio do Conde Lourenço, que tenta seduzi-la. Após recusá-lo descobre que, atrás das barbas postiças, se escondia o seu pastor. Aprende, a duras penas, o valor da humildade. O cordelista cearense Evaristo Geraldo reaproveitou o tema no romance O Conde Mendigo e a Princesa Orgulhosa.

Em Portugal, a peça de Shakespeare é conhecida como A Fera Amansada.