quarta-feira, 17 de junho de 2015

Mateus, esse boi é seu foi lançado em evento que celebrou a cultura popular brasileira



Escolhemos uma tarde de domingo para o lançamento do livro Mateus, esse boi é seu (editora DCL). Embora, na maior parte do Brasil, o Bumba meu boi, manifestação folclórica inspiradora do livro, esteja ligado à tradição Natal, foi no mês das festas juninas que o Mateus estreou. E estreou 40 anos depois de Jô Oliveira criar as ilustrações que adornam o livro, na Hungria, onde cursou Desenho Artístico.
Esperamos que os eflúvios do Solstício de Inverno de um domingo memorável envolvam mais e mais leitores, pois a cultura popular, nosso mote inspirador, é como o boi do teatro popular: parece estar à beira da morte, mas, quando menos se espera, surge com todo esplendor e mostra o vigor de sua ancestral majestade.
A Vivian Pennafiel e a toda a equipe da DCL, nossa gratidão. Agradecemos também a todos que passaram pela Livraria da Vila. E aos que assistiram à contação/cantação de Lucélia Pardim e João Gomes de Sá, explorando facetas do ciclo do boi, que tantos motivos forneceu à nossa literatura oral.
Caminhemos, pois, como disse a nossa querida editora Vivian: “Vida longa ao boizinho! Que ele corra nas mãos dos leitores de todos os cantos!”

Jô assina, ou melhor, desenha no exemplar do escritor Marciano Vasques 
Jô Oliveira autografa o exemplar de Josemar, da Trupe Arte sem Nome.
Com Jô Oliveira, Pedro Monteiro e Maria Albina Magera.
Lucélia Borges posa com o boi bumbá confeccionado pela artista plástica Regina Drozina.
Com o amigo tradutor Francisco Degani.

Com Tamisa e Amara, do Grupo de Teatro Guestus.
Com Daniel D'Andrea, Mariana Kunc Dantas e seu pai, Audálio Dantas.
À direita, mestre Jô Oliveira.
Com os contadores de histórias e pesquisadores da tradição oral
Regina Machado e Daniel D'Andrea.
Apresentação musical com João Gomes de Sá,
que compôs uma canção especialmente para o evento.
Darlan Ferreira, Lucélia, Vivian Pennafiel, João Gomes de Sá,
Camila e Julio Cesar Brugnari.
Doces de batata e abóbora, quitutes juninos
em homenagem aos 40 anos de arte de Jô Oliveira. 
Com Lucélia e D. Pedrito.
Foto do início da brincadeira.
Dois grandes artistas dos traços e das cores: Jô Oliveira
e Maurício Negro (com a linda Jasmim).
Moreira de Acopiara, Pedro Monteiro, Lucélia, João Gomes de Sá e Daci Vieira.


 Fotos: Editora DCL, Pedro Monteiro, Marciano Vasques e Darlan Ferreira.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Lançamento: Mateus, esse boi é seu


Escrito por Marco Haurélio, poeta e estudioso de nosso folclore, e ilustrado por  Jô Oliveira, artista que busca sempre valorizar a cultura popular no que ela tem de plural, Mateus, esse boi é seu é uma homenagem ao Brasil de tantas e tão ricas tradições. Composto em quadras ao gosto popular, fruto de laboriosa pesquisa, a obra homenageia o bumba meu boi, uma das mais belas manifestações da cultura popular brasileira

As ilustrações do livro "Mateus, esse boi é seu" foram criadas há 40 anos por Jô Oliveira para um livro que serviu como Trabalho de Conclusão do Curso de Desenho Artístico em Budapeste, Hungria. Era praticamente um livro de imagens. A edição, que sairá agora pela Editora  DCL, além de marcar os 40 anos de arte do Jô vem acompanha de quadras ao gosto popular, fruto de laboriosa pesquisa.




Um trechinho do livro:

O bom vaqueiro Mateus,
De todos o mais fiel,
Passa os dias a lidar
Com os bois do coronel.

Desta forma, ganha a vida
Para lá e para cá,
Conduzindo pela corda
O boizinho Mangangá.



O quê? 
Lançamento do livro Mateus, esse boi é seu

Quando?
Domingo, 14 de junho, às 15h00

Onde?
Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, nº 915



Selo comemorativo aos 40 anos de arte de Jô Oliveira.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Difundir o bom Cordel: a peleja necessária



Terça, dia 29, estive no SESC Campo Limpo para ministrar a oficina Cordel e Educação: uma peleja de todos nós. A atividade fazia parte da mostra Virado no Cordel, que adentrou o mês de maio com uma programação eclética e de excelente qualidade. Um público composto de aproximadamente 50 profissionais da área de educação, durante quatro horas, participou ativamente da atividade que contou um pouco da história do cordel, discorreu sobre os seus principais temas, elencou os autores mais representativos e a presença do gênero na cena cultural brasileira.

Ao mesmo tempo, uma exposição aproximava os presentes do universo do cordel publicado no Brasil, por meio de manuscritos, folhetos raros e, eventualmente, declamação de clássicos do gênero, como a História de Juvenal e o Dragão, e de trechos de obras de minha autoria, como O Herói da Montanha Negra e Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo.

Uma jornada emocionante, sem dúvida.

Créditos (fotos): Pâmela Ellen.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

150 anos de Leandro Gomes de Barros, o Primeiro sem Segundo

Homenagem de Jô Oliveira ao "Pai do Cordel Brasileiro"

Alguém é capaz de explicar como autores incensados em seu tempo, aplaudidos por um exército de sabujos, detentores de muitas láureas, hoje estão completamente esquecidos? Se conseguir, também explique como Leandro Gomes de Barros, poeta e editor nordestino, que enveredou pelas trilhas da literatura de cordel ainda não completamente definidas, morto em 1918, ou seja, há quase cem anos, mereceu de um público sempre renovado a imortalidade literária.

Nascido em 1865 no sítio Melancia, no município paraibano de Pombal, Leandro é, ao mesmo tempo, o grande desbravador da seara do cordel e sua melhor tradução. Não foi o primeiro a escrever e a publicar obras no gênero, mas, a partir dos temas explorados por ele e por seu conterrâneo Silvino Pirauá, dezessete anos mais velho, o cordel editado no Brasil achou o seu rumo. 

Sua obra abrangia desde os livros do povo, trazidos pelo colonizador luso, em versões fiéis ou recriações, a poemas que destacavam a gesta do gado, como a História do Boi Misterioso, ou relatos lendários, como o impressionante romance O Cachorro dos Mortos. Esta trajetória singular está bem esmiuçada na biografia do artista escrita pelo cordelista e admirador Arievado Viana, Leandro Gomes de Barros Vida e Obra (produção conjunta da editora Queima-Bucha e do Sintaf de Fortaleza).

Leandro inspirou grandes artistas, a exemplo de Ariano Suassuna, que, de duas obras suas inspiradas em contos tradicionais, O Dinheiro e O Cavalo que Defecava Dinheiro, além do poema de cunho religioso O Castigo da Soberba, de Silvino Pirauá, extraiu os motivos para a sua peça mais célebre, Auto da Compadecida. Inspirou outros cordelistas, apontando-lhes o caminho com suas obras consagradas por um público sempre ávido por histórias de temáticas variadas.
Leandro em linoleogravura de Jô Oliveira

Leandro, no entanto, tem brilho próprio e basta a leitura de seus textos mais célebres para entender o porquê de ele ainda ser lido, imitado, mas nunca igualado, ao passo que muitos de seus contemporâneos mergulharam nas águas do Lete para delas não mais emergir. 

A professora Ione Severo, de Pombal, pesquisadora do cordel e admiradora do poeta, prepara uma homenagem à altura de seu talento. Poetas, estudiosos e ilustradores da literatura de cordel se reunirão no berço do autor de Os Sofrimentos de Alzira e Cancão de Fogo para celebrar a passagem dos 150 de nascimento daquele que, quando vivo e mesmo depois de seu encantamento, foi cognominado, com justiça, O Primeiro Sem Segundo.




quinta-feira, 14 de maio de 2015

Cordel no Sesc Campo Limpo



Da página do Sesc Campo Limpo no Facebook:

A oficina Encontro com o Cordel, ministrada pelo pesquisador da cultura popular brasileira Marco Haurélio, acontece hoje e amanhã (13 e 14/05) às 19h no #SescCampoLimpo. Nela você aprende um pouco da história da literatura do cordel e suas várias formas de escrever. Confira a programação completa#ViradoNoCordel em nosso portal >www.sescsp.org.br/campolimpo.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lançamento!

Lançamento: Coleção Shakespeare em cordel

Lançamento: Coleção Shakespeare em cordel

De Arievaldo Viana, Marco Haurélio e José Santos

Sábado 25.4.2015 a partir das14:00


São Paulo,  Av. Paulista 50901311910

Livraria Martins Fontes Paulista

Aula-show de ilustrações com Jô Oliveira
14h | Auditório | Capacidade: 74 lugares

Lançamento e sessão de autógrafos com
Jô Oliveira, Marco Haurélio e José Santos
15h | Piso superior

Informações:
(11) 2167-9960 - ramal 148
bbsantos@martinsfontespaulista.com.br
(11) 4196-6006

sábado, 18 de abril de 2015

Nem borboleta nem cobra: autógrafos, encontros e boas lembranças



Escrever, publicar e, às vezes, promover um lançamento. Mobilizar o público em torno do livro, eis o grande desafio. Sábado passado, 11 de abril, na Livraria NoveSete, dezenas de amigos, prestigiaram o lançamento de meu novo livro, Nem borboleta, nem cobra (da editora Volta e Meia). Houve contação de história com a companheira Lucélia, coadjuvada pelo autor do livro e pelo ator, cantor e compositor Luiz Carlos Bahia. Entre os presentes, autores, editores, produtores culturais, contadores de histórias e companheiros de jornada.

Obrigado aos amigos que lá estiveram, aos que torceram a favor e aos que, por motivo de força maior, não puderam ir. E obrigado a Rosa Zuccherato, diretora da Volta e Meia, que integra o Grupo Editorial Nova Alexandria, por mais esta parceria.

As fotos abaixo reproduzidas contam parte da história.

Isabel com seu caçula Guga e o João Gomes de Sá.
Marek, o garotinho no colo do pai Martin, ao lado da mãe Laya, 
é meu vizinho de condomínio. A mãe é catalã e o pai, tcheco.
Com a escritora Ercilia Simões Braga.
Luísa Cordeiro e a plateia mirim. 
O professor Alberto Ikeda examina o folheto 
Cantoria, de João Paulo Resplandes.
O casal Mazé Freitas e João Gomes de Sá.
Gilberto Sant'Anna e Juliana Gobbe.
Com o amigo e companheiro de letras Lalau Simões.
Júlia, Luísa e Valéria Cordero: leitura em família.
Reencontro com a escritora Angela Papiani.
Vivian Penafiel, da Editora DCL.
Pedro Monteiro, Luiz Carlos, Salvador Soares, 
Cacá Lopes e Daniel Freitas.
Família Zuccherato: Geni, Cleusa, 
Ercília, Rosa, Toninho e João.
João Gomes de Sá e Pedro Monteiro.
Contando história...
Conversa informal com o amigo Salvador Soares.
Contação de história com Lucélia.
No comecinho, visita ao amigo Paulo Araújo (Morão de Privintina), 
de Bom Jesus da Lapa. Ao lado, Edmara Barbosa, 
autora de grandes sucessos da TV brasileira.
Valéria, Lucélia, Luiz Carlos Bahia, 
Pedro Monteiro e Gilberto Nascimento.
Guilherme Reis e sua mãe, Dona Rosa.
Margarete Barbosa, mãe do impávido Ulisses.
No apagar das luzes, encontro a amiga Andrea Régis.
Ao lado da patroa e com a cunhada Elisabeth Pardim.
Mais um flash da contação de Lucélia.
Cássia, Daniel e Angela Papiani.