quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Morre Nicodemus Pessoa



O jornalista Nicodemus Pessoa faleceu no sábado, dia 22 de novembro, no Hospital do Rim, em São Paulo. Ele foi enterrado domingo no Mausoléu dos Jornalistas, no Cemitério São Paulo.

Aos 71 anos, Pessoinha, como era conhecido pelos amigos, já estava afastado das atividades profissionais desde o início deste ano. Ele trabalhou no Jornal do Brasil, Última Hora, Jornal da Tarde, revista Realidade e O Globo. Também foi assessor de grandes empresas, entre elas do Grupo Editorial Summus, entre 1996 e 1999.

Atualmente era colaborador da revista Caros Amigos e do site Intermídias.

No JT, Nicodemus foi pauteiro. Segundo Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band e parceiro de Pessoinha na criação do Jornal da Tarde, "talvez o pauteiro mais brilhante que eu tenha conhecido, com grande sensibilidade para as questões sociais". Na Caros Amigos, ele fazia uma página sobre a literatura de cordel.

Para Wagner Nabuco de Araújo, diretor-geral da Caros Amigos, Pessoinha era um jornalista que "cultuava o texto". "Os leitores liam seus textos com prazer. Nós e nossos leitores somos muito gratos pela participação dele", disse.Nascido em 2 de setembro de 1937, em Santa Rita, Paraíba, participou do movimento comunista por meio das ligas camponesas. Fugindo de perseguições, passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro e acabou se fixando em São Paulo, cidade que ele adotou até a morte. Ele fazia questão de ensinar a cada motorista de táxi que conhecia (ele pensou em aprender a dirigir) quem eram os personagens que deram nome às ruas de São Paulo. Era fascinado pela história de cada bairro.

Nicodemus Pessoa costumava dizer que era um homem de muita sorte porque tinha um filho "que já veio pronto": Thiago Ferreira de Souza por quem dedicava irrestrito amor sempre correspondido principalmente quando lhe foi dado o direito de escolher o nome da neta. Raquel Nogueira Ferreira de Souza era também sua grande paixão.


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