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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Work shop de cordel no Tendal da Lapa


Da amiga Cleusa Santo recebi, por e-mail o seguinte convite, que agora divulgo:


Work Shop de Cordel
Com certificado
Dia:

16 de Julho de 2011

Das:

13 às 17 horas


        Progamação:

 ü  Das 13 às 14h - Pioneirismo do cordel – Poeta Josué Araujo

 ü  Das 14 às 14.30 - Recital de textos em cordel com a poetisa Cleusa Santo                                                         
 ü  Das 14 .30 às 15.30 Métrica do cordel com o poeta Josué  Araujo

 ü Das 15.30 às 16 h Cordel em outras modalidades com a poetisa Cleusa Santo

 ü  Das 16 às 16.15 intervalo para um café    

 üDas 16 .15 às 16 .50 construção de um  verso em cordel, com os participantes.

     No Tendal da Lapa
Rua Guaicurus 1100 ou entrada pela rua Constança 70

Bairro Lapa

Fone: 3862.1837


OBS: Inscrição no dia , chegar  15 minutos antes ou pelo  email



( Cleusa Santo)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Mistério de Josué



O Mistério da Pele da Novilha, de Josué Gonçalves de Araújo, lançado recentemente pela Luzeiro, é, ao mesmo tempo, um sopro renovador para a poesia dita popular e a afirmação de uma tradição que nem todos querem ou conseguem respeitar. Refiro-me ao romance, gênero nobre da Literatura de Cordel, que, hoje em dia, muitos consideram anacrônico.

Josué, não. Tanto no anterior, O Coronel Avarento, como neste, entrevê-se no autor o leitor. E ele não nega. Credita a sua inserção no universo do cordel à avó, que lia, para ele, o longo e empolgante romance de Minelvino Francisco Silva, João Acaba-Mundo e a Serpente Negra. Se antes do autor vem o leitor, antes do cordelista está o ficcionista. É a partir de sua obra em prosa, ainda pouco conhecida, que Josué vai construindo e consolidando sua carreira de cordelista.

Na obra de Josué, a referência à mitologia grega é também uma constante. Mas ela não é gratuita. Em O Mistério da Pele da Novilha, por sinal, ela se faz notar sutilmente, quando o autor compara o protagonista, Severino, ao desventurado Titono, amante de Éos (a Aurora), premiado com a imortalidade, mas não com a eterna juventude. No personagem principal, ainda é possível se enxergar traços da lenda cristã do judeu errante, o igualmente desventurado Ahasverus (ou Assevero), já levada para o cordel por Severino Borges, Francisco Sales Arêda e Manoel Pereira Sobrinho. Na literatura de cordel, o judeu é identificado como Samuel Belibé (de “Beli-Beth”, o sem-casa).



Josué mistura, ainda, o romance realista, com uma descrição perfeita da vida e dos costumes sertanejos, com o realismo fantástico, sem deixar de ser convincente ou descambar para a inverossimilhança.

Mais não direi para não atrapalhar o arguto leitor. Afinal, como o próprio título entrega, há um mistério a ser desvendado. E um tesouro a ser descoberto.

Pedidos

Editora Luzeiro Ltda.

(011) 5585-1800 e (011)55894342
Endereço: R. Dr. Nogueira Martins, 538
CEP.: 04143-020 Saúde
São Paulo – SP