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quinta-feira, 10 de março de 2016

A França no Brasil


Atenção parceiros, o nosso amigo Rogério Soares, professor, pesquisador da cultura popular e fotógrafo de nobres cliques, participa de um concurso cultural cujo tema é "A França no Brasil" e o prêmio é um estágio de um mês na Sorbonne, em Paris. 
Rogério concorre com uma foto retratando a Cavalhada de Serra do Ramalho, na Bahia, talvez o indício mais forte da presença da França no Brasil.
Para votar na foto de Rogério, reproduzida acima, clique AQUI

Abaixo o regulamento do concurso:

Já imaginou passar um mês em Paris estudando na Sorbonne? Para concorrer a este prêmio, é muito simples: basta enviar uma fotografia com o tema “A França no Brasil” e pedir para seus amigos votarem na sua imagem!
"A França no Brasil"

A França marca sua presença no Brasil através dos noticiários, cinema, da música, arte e gastronomia. A influência francesa está na nossa arquitetura, no nosso idioma e até em pequenos detalhes do dia-a-dia! Conte-nos, em uma única imagem criativa e inspiradora, onde e como você vê a França no Brasil.

O primeiro colocado ganha um curso de “Civilisation Française” na Sorbonne (Paris), com duração de um mês, com hospedagem e passagem aérea cedida pela Air France – KLM.

O segundo, um curso de francês com duração de um mês na alpha.b (Nice), com hospedagem, e o terceiro, brinde cedido pela Livraria Francesa.
Envio de imagens: até o dia 9 de março de 2016
Votação: entre 10 e 14 de março de 2016


As cinco fotos mais votadas pelo público e cinco fotos escolhidas pela comissão julgadora serão as finalistas, anunciadas no dia 15 de março de 2016. 

As grandes vencedoras serão escolhidas pela Comissão Julgadora e anunciadas no dia 17 de março, em um grande evento simultâneo, a Soirée Campus France Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

terça-feira, 29 de março de 2011

O outro lado da moeda



Tem tido ampla repercussão, especialemnte na Internet, a aprovação, pelo Ministério da Cultura, de um projeto da cantora Maria Bethânia. Quase sempre as opiniões são contrárias à decisão do Minc. Republico, então, uma visão destoante, não porque seja destoante, mas porque é sensata. Concordo com ela? Não, mas o saudável hábito de discordar, assim como o direito à crítica, deve ser divulgado. Afinal, a moeda tem três lados. Ou não? - como diria o irmão da artista em questão.

O mundo precisa SIM de poesia

Por Rogério Soares em seu blog Navegantes ao Mar



A cantora Maria Bethânia foi notícia em toda rede esta semana. Tudo por conta da informação de que ela conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captação de R$ 1,3 milhões para criar um blog intitulado “O Mundo Precisa de Poesia”. A iniciativa pretende postar diariamente um vídeo da cantora interpretando os grandes mestres da literatura. Imediatamente uma nuvem de poeira se ergueu, daqueles enfurecidos guardiãs do tesouro público protestando contra a ação da cantora.

Ao contrário destes acredito que 1,3 milhões é pouco, muito pouco mesmo para uma iniciativa que a meu ver é de utilidade publica. Toda e qualquer ação em favor do desenvolvimento da cultura, pelo menos daquela que seja digna de ser chamada assim, e são cada vez mais raras as ações nesse sentido, tem o meu apoio.

Maria Bethânia não receberá dinheiro diretamente do governo, mas via renúncia fiscal. Sei... calma lá esperem, essa é uma forma indireta de captar recursos públicos; não me creia mais tolo do que sou, explico meu ponto de vista.

Maria Bethânia quer dinheiro público para promover a poesia na sociedade, BRAVO! Sua ação provoca escândalo e revolta um grupo de intelectuais - nada mais brasileiro do que isso. Agora, ninguém se pergunta, nem questiona, até onde sei, os milhões de reais que saem dos caixas públicos para financiar os carnavais com músicas e atrações no mínimo duvidosas. Quantos milhões o governo da Bahia gasta com os trios elétricos para um número restrito de foliões festejarem, enquanto outros são espremidos pelas vergonhosas cordas, ironicamente seguradas por CORDEIROS. Quantos? Quanto o governo da Bahia renunciou para instalação da Ford por aqui?

Toda essa celeuma, acredito, vem do fato de que no Brasil dinheiro gasto com cultura, arte e poesia, é dinheiro desperdiçado, afinal poesia não serve para nada, não alimenta estômagos, nem abriga ninguém contra o frio ou as intempéries do tempo, não é mesmo? Esta é uma visão histórica que infelizmente ainda não conseguimos romper, por mais que sobrem esforços de alguns nessa frente.

Um país forte e respeitado é medido, dizia o escritor americano Henry Miller, pelo grau de importância que seu povo dar aos seus poetas. Em A Hora dos Assassinos, um ensaio sobre a obra de Arthur Rimbaud, Miller lembrou que o Egito foi grande enquanto respeitou, promoveu e incentivou os seus artistas, o mesmo ocorreu com a Grécia e a Itália. À medida que os artistas passaram a ser perseguido, estes países deixaram de ter a importância que tinham e declinaram, para nunca mais voltarem o serem o que um dia foram. Se ainda nos resta alguma memória desses povos, isso se deve - vocês hão de convir - aos seus artistas (escultores, pintores, arquitetos, e principalmente escritores) que pagaram, muitos deles, com a vida a ousadia de lembrarem aos homens a sua natureza menos nobre, as suas fraquezas, seus vícios e outras coisas imerecidas de um ser criado por um Deus todo poderoso.

Não me causa espécie está polêmica. Acho-a saudável. Não posso, porém, endossar as opiniões de quem acredita que dinheiro gasto com poesia seja desperdiçável, mesmo que esse dinheiro seja no valor mencionado. Estou consciente das emergências do país, mas também acredito que parte delas poderia ser sim contornada com os esfoços de artistas, intelectuais, educadores bem intencionados. Quem já contribuiu tanto com nossa cultura, pode contribuir ainda mais.

sábado, 22 de maio de 2010

Viagens na minha terra



Na terra de Anísio Teixeira

No dia 13 de maio, no auditório da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, na cidade histórica de Caetité, BA, proferi uma palestra enfocando cordel e cultura popular.

Na ocasião, foi lançado, no meu estado de origem, bem próximo ao local onde nasci, o livro "Contos Folclóricos Brasileiros" (Paulus).

A atividade, que abriu o semestre do curso de Letras na UNEB, ocorreu a partir de uma solicitação do professor Rogério Soares de Brito.

Cursei Letras Vernáculas na UNEB entre 2001 e 2005.







O professor Rogério Soares abriu as atividades



O retorno marcou, também, o reencontro com muitos professores que acompanharam parte importante de minha caminhada: Zélia, Luciete, Lucélia, Rozânia, Luzineide e Raimundo, da UNEB.

E também Helenice e Niraci, de Serra do Ramalho, ainda quando eu cursava o ensino fundamental.

Antes, no dia 12, fui recebido no aeroporto de Vitória da Conquista por Rogério Soares, da UNEB, e "seu" Adão, motorista da Universidade.



Lá estava, também, o professor da UESB Andrade Leal, que gentilmente nos convidou a conhecer o seu acervo de cordéis e artefatos os mais diversos: parte da alma do Nordeste está (bem) guardada em sua casa.

A todos, meus votos de estima e a minha gratidão.

Passagem por Igaporã



Em Igaporã, no dia 14, reencontri parte de minha família: Dinha (Alaíde, minha avó), Padim Lô (Florisvaldo, meu avô) e as tias Marinalva, Dona e Dilma.

Aproveitei para visitar D. Jesuína Pereira Magalhães, que, neste dia, estava acompanhada de seu sobrinho Lucas.



Embora a memória, antes tão prodigiosa, esteja falha, D. Jesuína não perdeu o hábito de contar histórias.


Em Igaporã, reencontrei o amigo Rovilson Ribeiro

Um amigo na Natureza

Já em Serra do Ramalho, do outro lado do São Francisco, conheci o índio Arnaldo Pataxó, artesão e contador de histórias.

Arnaldo, proveniente do sul da Bahia, vive há 31 anos na região do Caldeirão Verde, onde descobriu um sítio arqueológico protegido pelas matas, hoje praticamente destruídas.

Arnaldo luta para criar, na região, um aldeamento pataxó.

Ele se diz ameaçado por latifundiários que já se aproximaram perigosamente do local onde escolheu para viver.

Como artista, Arnaldo retrabalha a matéria bruta, imprime nela novamente a vida a partir de madeira descartada, coco seco e sementes.

Um prodígio!




Jacaré de pedra descoberto por Arnaldo numa das grutas do Caldeirão Verde


Keila e Arnaldo


A pedra do pensamento, segundo o índio Arnaldo Pataxó, traz gravados os traços da sua mão e, em consequência, do seu destino.


O Caipora, em escultura de Arnaldo, que afirma tê-lo visto nas matas ba Bahia.


Arnaldo mostra sua arte.


Arnaldo Pataxó com minha sobrinha Ilana