Mostrando postagens com marcador Editora Luzeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Luzeiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Herói de Três Faces

Capa de autor desconhecido (ao menos para mim,
que, ao chegar à Luzeiro, já a achei pronta)
Capa de Klévisson Viana  para a segunda
edição do romance
Gravura de Luciano Tasso para a obra
Meus romances de cordel (Global )

Tenho, como muitos sabem, um carinho especial pelo romance O herói da Montanha Negra. O motivo: leia a nota introdutória ao romance publicada no livro Meus romances de cordel, São Paulo: Global, 2001, p. 24:

O herói da Montanha Negra foi escrito em 1987. Foi o primeiro texto em cordel que escrevi e considerei publicável. Guardo, com muito carinho, os originais, que trazem alguns desenhos também meus. A inspiração? Mitos da Grécia Antiga, a HQ A Espada Selvagem de Conan e filmes do gênero sword and sorcery (“espada e bruxaria”). Em 1989, enviei o texto datilografado à editora Luzeiro, de São Paulo. Poucas semanas depois, recebi de volta o texto, acompanhado de uma carta do então diretor da editora, Arlindo Pinto de Souza, em que lamentava não poder publicá-lo devido à grande quantidade de originais no prelo. Em 2005, a convite de Gregório Nicoló, novo proprietário da Luzeiro, assumi o departamento editorial. No início de 2006, saiu a primeira edição do cordel, com capa em policromia. Em 2009, veio a segunda edição, com capa assinada por Klévisson Viana.”

E, ratificando o que eu disse, Vilma Mota Quintela, que assina a apresentação do livro (págs. 14-15), ressalta a presença de elementos que, direta ou indiretamente, remetem à mitologia greco-romana:

 “Dentre as formas da cantoria, a sextilha, a mais usada na literatura de cordel, é também a forma privilegiada no romance. Como um seguidor declarado da escola de Leandro, Marco Haurélio dedica atenção especial a essa modalidade. No ponto em que se encontra a sua produção, podese dizer que sobressai, no seu repertório, o romance de aventura e encantamento, um dos filões também muito explorados por poetas como Manoel D’ Almeida Filho, Severino Borges e Minelvino Francisco Silva, entre outros expoentes da escola tradicional. Quatro dos cinco romances aqui apresentados situam  se nessa categoria. No primeiro destes, O herói da Montanha Negra, o autor articula elementos remanescentes da narrativa de aventura medieval, do gênero capa e espada, com motivos do conto oral tradicional, enriquecendo a narrativa com referências à mitologia grega. O enredo traz a história de um jovem aventureiro que, munido apenas de sua espada, enfrenta diversos obstáculos, naturais e sobrenaturais, para resgatar a princesa enclausurada. No romance, os nomes Glauco e Climene, atribuídos ao herói e à princesa, remetem residual e casualmente à mitologia grega, já que o enredo traz a estrutura e os motivos narrativos característicos do conto fantástico  maravilhoso tradicional, com análogos em coleções eruditas portuguesas e brasileiras. A referência à mitologia grega, nesse caso, vem a enriquecer o enredo de aventuras, chegando este ao clímax em passagens como a da travessia do riacho Eterno pelo herói, que lembra a travessia do Aqueronte por heróis mitológicos como Hércules e Orfeu. No trecho a seguir Glauco derrota o mastim, associado, pelo narrador, ao cão Cérbero, guardião do Hades:

          (...)
Naquela triste montanha
Nascia o riacho Eterno,
Que descia numa gruta
E desaguava no Inferno,
Com suas águas ferventes
Que percorriam o Averno.

Glauco se aproximou
Do rio amaldiçoado
E subiu na frágil ponte
Pra chegar do outro lado,
Ansioso pra enfrentar
O monstro endemoninhado.

Essa ponte o conduziu
A uma caverna escura –
Nela o moço penetrou
Através duma abertura,
Mas lá dentro o esperava
Uma estranha criatura.

Esse ser era um mastim
Com cauda de escorpião,
Escamas por todo o corpo
E as garras de leão,
Mais horroroso que Cérbero,
O tartáreo guardião.”


***
Conheça, clicando aqui, o blog do meu novo livro livro, Contos e Fábulas do Brasil.

Cordéis atemporais: Vicente, o Rei dos Ladrões

A história, em sua última parte, que envolve o saque ao tesouro do rei, consta de um conto popular egípcio de cerca de 3.000 anos, O tesouro de Ramsés, o qual chegou ao poeta, por meio de uma versão oral que ele habilmente costurou na bem urdida trama do romance. Encontramos episódios como o do sacrifício do parceiro preso numa armadilha e o do ferimento acidental para disfarçar o choro pelo morto, que denunciaria o ladrão. Como boa parte dos espertalhões, Vicente é apresentado, nas primeiras edições impressas como “professor de Cancão de Fogo”, conforme salientado no subtítulo, que foi sensatamente suprimido nas sucessivas edições publicadas pela editora Prelúdio desde 1955.

Nos estandes que montei já ouvi mais de uma vez, ao reencontrar o lendário Vicente, um leitor declamar, emocionado, as estrofes de abertura.

Todo o mundo traz o dom,
Conforme diz o rifão:
Existe quem traga até
O dom para ser ladrão –
Sendo pra roubar cavalo,
Traz um cabresto na mão

Neste drama, eu apresento
Vicente, o Rei dos Ladrões,
Que, em todos caloteiros,
Ele passava lições –
Até em Cancão de Fogo,
Segundo as opiniões.

Vicente, o rei dos ladrões é um dos clássicos da Coleção Luzeiro de Literatura de Cordel.

***
Conheça, clicando aqui, o blog do meu novo livro livro, Contos e Fábulas do Brasil.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Trecho do cordel A Idade do Diabo

Xilo da capa: Nireuda

A Idade do Diabo é a versão em cordel de um conto popular do ciclo do ogre (ou demônio) estúpido, segundo o catálogo internacional ATU. Foi escrito em 2005 e inaugurou um novo ciclo na Editora Luzeiro, que passou a publicar, também, folhetos no formato tradicional do Nordeste (11X15cm). A nota abaixo foi extraída do livro Contos e fábulas do Brasil, no qual reproduzo a versão em prosa, recolhida em Igaporã, Bahia.

Com muitas reviravoltas e a prevalência da esperteza feminina, A Idade do Diabo lembra o motivo da ajuda sobrenatural condicionada. Uma diferença: não é o nome do ajudante (como no conto de Grimm, Rumpelstilzkin, AT500) que deve ser adivinhado, mas a sua idade, o que livrará o protagonista do castigo. É vasto na literatura de cordel o ciclo de histórias em que o Diabo figura como oponente derrotado pela malícia feminina.

O texto de abertura apresenta ao leitor o protagonista Antônio e sua malfadada ideia:

Neste mundo de meu Deus
Que ninguém se fie por brabo,
Pois pode topar um dia
Frente a frente com o Diabo,
E pode descobrir
Onde a porca torce o rabo.

Num distante lugarejo,
No estado da Bahia,
cerca de oitenta anos,
Um pobre homem vivia
Com uma velha criada,
Lhe fazendo companhia.

nome dele era Antônio,
O da criada era Ana,
Num povoado distante
Tinha ele uma choupana,
vivia com a velha,
Cumprindo a sina tirana.

Por viver na penúria,
Ele ficou desgostoso
E disse: — Se nesta casa
Aparecesse o Tinhoso
Para comprar minha alma,
Tudo seria gozo!

Mal acabou de falar,
À sua porta bateu
Um estranho cavalheiro
Quando Antônio o atendeu
Sentiu um forte arrepio,
Todo o corpo estremeceu.

O tal sujeito trajava
A veste da escuridão,
Na boca tinha um charuto
E uma bengala na mão
Do corpo todo exalava
O cheiro da maldição.

estou às suas ordens,
Disse o sujeito a Antônio.
Este logo percebeu
Que aquele feio quelônio,
Fedendo a chifre queimado,
Devia ser o demônio.

Tornou falar o capeta:
— Vim aqui lhe ofertar
Riqueza para o senhor
Não ter mais que trabalhar
Mas daqui a cinco anos
Sua alma venho buscar.

Refazendo-se do susto,
Antônio disse: — Rapaz,
Aceito a sua proposta,
Porque pra mim tanto faz
Ir pro céu ou pro inferno,
Porque nunca tive paz.

O Diabo então furou
O braço do desgraçado
E o sangue que escorreu
Ele aparou com cuidado
Disse: — Negócio comigo
É no contrato assinado.

Embebeu no sangue a pena,
Deu para Antônio assinar
E disse: — Fique tranqüilo,
Sua vida vai mudar,
Mas daqui a cinco anos,
A conta venho cobrar.

Dizendo isto, foi embora,
Montado num alazão,
Que saiu em disparada,
Fazendo tremer o chão,
Dentro duma labareda
Antônio disse: — É o cão!...

Então a sorte do cabra
Mudou da noite pro dia:
Quanto mais ele gastava
Mais dinheiro aparecia;
Disse: — Adeus tempo ruim!
Agora é mordomia.

Quem foi pobre como Jó,
passando privação,
Agora era bem mais rico
Do que o rei Salomão!
Perto dele o Tio Patinhas
É um reles pobretão.

Pra quem vivia no angu,
Era de se admirar,
Pois sua comida agora
Era um tal de caviar,
Que mandava vir de longe
Para se vangloriar.

Tinha  fazendas e fábricas
No Brasil e no estrangeiro,
E costumava acender
O charuto com dinheiro,
Se esquecendo do trato
Que fez com o catimbozeiro.

Os anos foram passando
Sem Antônio se lembrar
Que quem lhe deu a riqueza
Havia de retornar
E os seus dias de glória
Teriam de terminar.

Um dia, estava deitado
Alguém na porta bateu.
Ele perguntou quem era.
De fora, a voz respondeu:
Não se lembra mais de mim?
Sou seu amigo Asmodeu.

Naquele momento, Antônio
Foi perdendo a esperança,
Pois os fatos do passado
Voltaram à sua lembrança
E disse consigo mesmo:
Agora é que vem lambança!”

Quando ele abriu a porta,
O excomungado entrou
Dizendo: — Amigo, prepare-se,
A sua hora chegou! ...
Antônio, ao ouvir aquilo,
Logo se desesperou.

(...)

Para pedir este e outros títulos clássicos e contemporâneos, entre em contato com a Editora Luzeiro:

Editora Luzeiro Ltda
R. Dr. Nogueira Martins, 538
CEP.: 04143-020 Saúde
São Paulo – SP
Fone: (011) 5585-1800
E-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br

***
Conheça, clicando aqui, o blog do meu novo livro livro, Contos e Fábulas do Brasil.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

História da Literatura de Cordel (em cordel)



Acaba de sair a segunda edição do folheto O Cordel: sua história, seus valores, que escrevi junto com João Gomes de Sá. 

Abaixo o introito do livro:

No Nordeste brasileiro,
Conservados na memória,
Romances, contos e xácaras
Lembravam a antiga glória
De Portugal e da Espanha,
De que nos fala a História.

Era esse o tempo das gestas
Dos cavaleiros andantes,
E essa poesia rude
Dos bardos itinerantes
Foi trazida para a América
No bojo dos navegantes.

Essa poesia foi
Cantada pelos jograis,
Celebrando os grandes feitos
Dos heróis medievais,
E também falando sobre
Romances sentimentais.

E quando começa o ciclo
Das Grandes Navegações,
De Portugal e da Espanha,
As antigas tradições
Vão se acomodando aos poucos
Pelas novas possessões.

No Brasil, as tradições
Assim vão se fixando,
Com as levas de colonos
Nas caravelas chegando,
As regiões litorâneas
Vão pouco a pouco tomando.

O índio, dono da terra,
Pra não ser escravizado,
Vivendo no litoral
E se sentindo acossado,
Resiste, contudo vê
O seu esforço baldado.

Da África chegam os navios
Dos traficantes negreiros,
Que tornarão em escravos
Os que antes eram guerreiros
E que agora vão servir
À sanha dos fazendeiros.

As etnias e as crenças
São assim amalgamadas
E a cultura popular
Vai recebendo camadas,
Que em todos os segmentos
Até hoje são notadas.

Eis um resumo apressado,
Contudo bem consistente
Para mostrar que a arte
Não brota espontaneamente,
E com o nosso cordel
Também não é diferente.

No Brasil colonial
Um embrião já havia
Do cordel na conhecida
Tradicional poesia,
Ou mesmo na catequese
Que a Igreja promovia.

Excertos da tradição
Que no bom cordel se encerra
Estão na obra do vate
Gregório de Matos Guerra,
Que foi o maior dos sátiros
A habitar esta terra.

Já no século XIX,
No Brasil imperial,
Resistia a escravidão,
Um desnecessário mal.
Esse regime abjeto
Na pena teve um rival.

Foi o bardo Castro Alves,
Grande poeta baiano,
Que na arte que abraçou
No Brasil é soberano,
Lutando contra a injustiça,
No verso se fez arcano.

O grande Gonçalves Dias,
Dos termos do Maranhão,
Compôs na velha linguagem
Sextilhas de Frei Antão.
Portanto, também está
Na linha de evolução.

Porém é da pequenina
Paraíba o privilégio
De ver nascer o poeta
Que empunha o cetro régio
Da poesia do povo,
Templo majestoso, egrégio.

Leandro Gomes de Barros
É o nome do menestrel
Que deu forma e deu essência
Ao que chamamos cordel,
Que da tradição oral
Migrava para o papel.

Grande poeta satírico
E lírico maravilhoso,
Escreveu obras eternas
Como O Boi Misterioso,
E A Donzela Teodora,
De modo criterioso.

De sua lavra saíram
O Reino da Pedra Fina,
Também O Príncipe e a Fada,
Que são Baman e Gercina
E o clássico inigualável
Chamado Alonso e Marina.

(...) 

Para pedir este e outros títulos clássicos e contemporâneos, entre em contato com a Editora Luzeiro:

Editora Luzeiro Ltda
R. Dr. Nogueira Martins, 538
CEP.: 04143-020 Saúde
São Paulo – SP
Fone: (011) 5585-1800
E-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

História de Belisfronte volta à estante da Luzeiro



Esgotado há cerca de dois anos, a História de Belisfronte, o Filho do Pescador voltou à estante da Editora Luzeiro em grande estilo. A capa foi feita a partir de uma antiga ilustração de Salvador Magalon, o Smaga, para a História do Príncipe Formoso, de Rodolfo Coelho Cavalcante. Os dois romances, o meu e o de Rodolfo, não por acaso, trazem motivos do conto mítico de Apuleio, Eros e Psiquê.

A capa foi retrabalhada por Viviane Santos e finalizada por André Mantoano. A editoração eletrônica ficou a cargo do Frei Varneci Nascimento.


Peço às deusas que habitam
O Reino da Poesia
Que venham em meu auxílio
Dando-me sabedoria,
Para versar uma história
De fé, encanto e magia.

Onde a Fortuna sorri
A quem é merecedor,
Por isso narro este drama
Sobre um moço de valor:
A História de Belisfronte,
O Filho do Pescador.

Em um longínquo país
Habitava um camponês
Ao lado de sua esposa –
Os seus filhos eram três:
Eram pobres ao extremo,
Não tinham voz e nem vez.

Aquele pobre campônio
Sempre viveu do roçado,
Mas agora o que plantava
Não dava mais resultado;
Como se a Providência
Lhe houvesse abandonado.

Isto porque a semente
Que na terra ele lançava
Em forma de alimento
Ela jamais retornava
E a fome, cruel flagelo,
Toda a família assolava.

O velho então resolveu
Tornar-se um pescador,
A profissão de São Pedro,
Discípulo do Salvador,
Pensando em pôr fim àquele
Quadro desalentador.

E, assim, foi para o rio,
Munido de rede e anzol.
Disse: - Peixe nunca falta,
Faça chuva ou faça sol,
Os ribeiros estão cheios,
Do crepúsculo ao arrebol.

Pacientemente, o velho
Lá ficava todo o dia,
Até que o manto da noite
Aquele vale envolvia,
Mas, para surpresa dele,
Nenhuma piaba havia.

Pouco a pouco o desespero
Ia a esperança minando,
Com o aguilhão da miséria
O pobre velho açoitando.
Ele, então, olhou o Empíreo
E assim foi suplicando:

- Oh, Deus, Pai da humanidade,
Olhai este penitente
A quem a Sorte mesquinha
Mostra-se indiferente!
Enviai um lenitivo
Para meu tormento, urgente!


(...)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cordéis atemporais: Os Três Conselhos da Sorte

Pequena resenha de um grande clássico

Capa de Sergio Lima.

Por Marco Haurélio

Os Três Conselhos da Sorte, de Manoel D'Almeida Filho, é uma história cuja antiguidade é difícil precisar. Encontramos um antepassado ilustre no livro de Tobias (Tobit), ausente dos textos sagrados de judeus e protestantes, mas constante da Bíblia católica. Conta a história do casamento de Tobias e Sara, após o exorcismo do demônio Asmodeu, responsável pela morte dos sete homens com quem ela tinha casado anteriormente. Apenas Tobias, que subjuga (exorciza) o demônio, terá direito às núpcias, após três dias de abstinência. Os Três Conselhos da Sorte conserva este motivo, embora a rainha Formosante, antes de ver triunfar seu amado Francisquinho, não entende como morreram seus catorze maridos. O herói, de posse de três conselhos, outro motivo universal, terá às mãos as rédeas do destino, revertendo em sorte todo o infortúnio que até então lhe acompanhara os passos.

No Índice de motivos Aarne-Thompson-Uther, aparece entre os contos maravilhosos com a seguinte classificação:  ATU 507: O monstro dentro da noiva [The Monster’s Bride]

As estrofes iniciais vêm apoiadas pela sabedoria dos adágios populares:

Ninguém entende esta vida,
Em tudo existe um segredo,
Surpresa sobre surpresa,
Enredo em cima de enredo
A sorte nunca aparece
Na casa de quem tem medo.

Aqui queremos mostrar,
O quanto o destino é forte,
Como um rapaz inocente
Passou por cima, da morte,
Achando a felicidade
Nos três conselhos da sorte.

Ninguém entende porque
Um nasce para gozar,
Outro vem para sofrer
Sem nenhum mal praticar,
Às vezes um faz um crime,
Mas outro é quem vai pagar.

À frente de um caso desse,
Um ataca, outro defende,
A mente humana cansada
Luta, porém não entende,
Os mistérios desta vida
Só o bom Deus compreende.

Mestre Câmara Cascudo identificou ecos da história bíblica numa quadra conhecida em todo o Nordeste (pelo menos em seu tempo), registrada em Superstição no Brasil:

Sete vezes fui casada,
Sete homens conheci,
E juro por fé de Cristo,
Inda estou como nasci!...

Rica em detalhes, a história de Tobias abasteceu outros contos populares, trazendo, inclusive, o tema do morto agradecido. Rafael, o anjo, simboliza a gratidão dos mortos a quem Tobias deu sepultura, num episódio similar à posterior História de João de Calais, à qual Madame de Gómez deu redação em fins do século XVIII. Sílvio Romero recolheu o conto exemplar Os Três Conselhos, em Sergipe. Recolhi, em Brumado, Bahia, Os Três Conselhos Sagrados, em 2005. Vertido para o cordel, foi premiado pela Fundação Cultural da Bahia com o segundo lugar no Concurso Nacional de 2006.

A fusão de conto maravilhoso com história de exemplo fez de Os Três Conselhos da Sorte um clássico da literatura de cordel. Manoel D’Almeida Filho recriaria a história, apenas na aproximação temática, em Os Conselhos do Destino. Prova irrefutável na crença na existência de uma divindade – ou melhor, de uma lei – intangível, que regula e, em alguns casos, reorienta os nossos passos. “Um cavalo não passa na porta encilhado duas vezes”, diz a sabedoria popular. Sabedoria que o afortunado Francisquinho, protagonista do romance, soube escutar.

O romance Os Três Conselhos da Sorte integra a Coleção Luzeiro de Literatura de Cordel.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O maior clássico do Cordel em Quadrinhos



O PAVÃO MISTERIOSO EM QUADRINHOS
Coedição: Luzeiro/ Tupynanquim

O leitor tradicional do cordel e os amantes das HQs tem, agora, a oportunidade de guardar para sempre um tesouro tão valioso quanto o retrato da condessinha Creusa, motivo da busca do jovem Evangelista, protagonistas da história. O Pavão Misterioso atemporal, com ecos de As Mil e uma Noites e cheiro de ficção científica, voa para as estantes, movido pelo mesmo combustível que, há séculos impulsiona a criação artística: o sonho.
O livro é quadrinizado por Sérgio Lima, um dos grandes mestres das HQs no Brasil.

AUTOR - José Camelo
ILUSTRAÇÕES - Sérgio Lima
TÍTULO – O Pavão Misterioso em Quadrinhos
ISBN 978-85-7410-019-7
Número de páginas 48
Tamanho 21 x 28
Preço 25,00
Editora Luzeiro
Peça já o seu:
vendas@editoraluzeiro.com.br
Fone: (11) 5585 1800

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Onde encontrar cordel em São Paulo



Apesar de São Paulo ser a cidade onde se localiza a Editora Luzeiro, a mais antiga do gênero em atividade no Brasil, ainda há grande dificuldade entre aqueles que buscam adquirir folhetos de cordel.

Parte desta dificuldade foi sanada por um migrante nordestino: o paraibano Severino Silva (foto), que se tornou, há cerca de um ano, agente da editora.

Severino trabalha com um catálogo de clássicos que incluem O Pavão Misterioso, A Chegada de Lampião no Inferno, Coco Verde e Melancia, Os Três Conselhos da Sorte, João Soldado, O Romance da Princesa do Reino do Mar Sem Fim, entre outros. E títulos de minha autoria, como Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo, Os Três Conselhos Sagrados e O Herói da Montanha Negra.

Abaixo, uma relação dos locais onde é possível achar os clássicos e as novidades do catálogo Luzeiro, inclusive por encomenda:

1. Banca Praça Ramos (centro)
2. Banca Pato (Praça da Sé)
3. Banca DPX (Praça Ramos de Azevedo)
4. Banca das Apostilas (Pátio do Colégio, ao lado da Praça da Sé)
5. Banca São Bento (Rua Barão de Itapetininga, Centro)
6. Banca Viaduto do Chá (Centro)
7. Banca Deus é Luz do Meu Caminho (Estação Guilhermina Esperança do Metrô)
8. Banca Corredor Praça Dom José Gaspar, 106
9. Banca São Francisco (Viaduto do Chá)
10. Banca JC (Rua Fortuna de Minas, Jd. Santa Maria)
11. Banca Maktub (Largo da Concórdia, Brás)
12. Banca General Carneiro (altura do nº. 167, Centro)
13. Banca Emília (Praça Dom José Gaspar, Av. São Luís, Centro)
14. Banca Viana (Largo da Concórdia, ao lado da estação de trem do Brás)
15. Banca Dom José Gaspar (Centro)
16. Banca Antônio Prado (Praça Antônio Prado, Centro)
17. Banca Guilhermina Esperança (Metrô Guilhermina Esperança)
18. Banca Barão (Barão de Itapetininga, República)
19. Banca Mário de Andrade (Centro, ao lado da Praça dom José Gaspar)
20. Sebo José de Alencar (Rua Quintino Bocaiuva, 285, Centro)

Pedidos: Severino Silva (11) 98298 8723


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Homenagem a um grande poeta



Segue, abaixo, a homenagem que fiz ao grande poeta popular paraibano Manoel D'Almeida Filho, uma das minhas grandes referências no cordel, ao lado de Delarme Monteiro, Leandro Gomes de Barros, Minelvino Francisco Silva, Severino Borges, entre outros.

Na arte do cordelismo
Bem poucos tiveram o brilho
Do mestre paraibano
Manoel D’Almeida Filho,
Do qual, orgulhosamente,
Procuro seguir o trilho.

E sempre me maravilho
Com as belas narrações
Rufino, o Rei do Barulho,
Vicente, o Rei dos Ladrões,
Os Três Conselhos da Sorte,
Com suas belas lições.

Encantando multidões
Os Cabras de Lampião,
A melhor biografia
Do grande rei do sertão,
Mais de seiscentas sextilhas
Com a marca da isenção.

A Sorte do Amor, então,
É um clássico verdadeiro,
Bem como o são O Feitiço
Por Cima do Feiticeiro
E a linda biografia
DO Santo do Juazeiro.

Da Editora Luzeiro
Era o selecionador
E, neste trabalho, Almeida
Foi grande divulgador,
Elevando o bom cordel
A um nível consagrador.

Descansa em paz, Trovador,
Além do mundo terreno,
Que eu, neste plano ilusório,
Afirmo, de modo ameno:
Diante da tua sombra
Ainda sou tão pequeno.


Marco Haurélio, poeta popular baiano, tem vários títulos editados pela tradicional Editora Luzeiro, de São Paulo.

Conheça o Fotolog do autor: Marco Haurélio

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Literatura de Cordel em São Paulo: Catálogo Luzeiro



Abaixo, o Catálogo de Cordel da Editora Luzeiro, pela qual tenho vários títulos editados.

Pedidos:
Editora Luzeiro Ltda
R. Dr. Nogueira Martins, 538
CEP.: 04143-020 Saúde
São Paulo – SP

Fones: (011) 5585-1800 e (011) 5589-4342
E-mail: vendas@eeditoraluzeiro.com.br

LITERATURA DE CORDEL

ABC dos Namorados, do Amor, do Beijo, da Dança (Rodolfo Coelho Cavalcante)
A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás (Leandro Gomes de Barros)
A Briga de Dois Matutos por Causa de um Jumento (Eneias Tavares dos Santos)
A Chegada de Lampião no Céu (Rodolfo Coelho Cavalcante)
A Chegada de Lampião no Inferno (Jsé Pacheco da Rocha)
A Chegada de Lampião no Purgatório (Luiz Gonzaga de Lima)
A Confissão de Antônio Silvino (Leandro Gomes de Barros)
A Coragem de Juquinha pelo Amor de Ivonete (Pedro Armando dos Santos)
A Coragem de um Vaqueiro em Defesa do Amor
A Duquesa de Sodoma (Delarme Monteiro Silva)
A Escrava do Destino (Manoel Pereira Sobrinho)
A Fera de Petrolina (João José da Silva)
A Filha da Louca do Jardim (Caetano Cosme da Silva)
A Filha de um Pirata entre a Espada e a Sorte (Cícero Vieira da Silva)
A Força do Amor, a Morte de Alonso e a Vingança de Marina (Leandro Gomes de Barros)
A História de Belisfronte, o Filho do Pescador (Marco Haurélio)
A Intriga do Cachorro com o Gato (José Pacheco da Rocha)
A Lagoa Misteriosa e o Cavalo Encantado (Eneias Tavares dos Santos)
A Louca do Jardim (Caetano Cosme da Silva)
A Luta de Zé do Caixão com o Diabo (Manoel D’Almeida Filho)
A Moça que se Casou 14 Vezes e Continuou Donzela (Apolônio Alves dos Santos)
A Morte de Leandro. Saudades (Apolônio Alves dos Santos)
A Morte, o Testamento e o Enterro de João Grilo (Eneias Tavares dos Santos)
A Mulher que Enganou o Diabo (Manoel D’Almeida Filho)
A Mulher que se Casou 18 vezes (Valeriano Félix dos Santos)
A Mulher Roubada (Leandro Gomes de Barros)
A Noiva do Diabo (Manoel D’Almeida Filho)
A Princesa Anabela e a Filha do Lenhador (Severino Borges Silva)
A Princesa Rosinha na Cova dos Ladrões (Manoel D’Almeida Filho)
A Promessa da Vingança (Manoel D’Almeida Filho)
A Recompensa do Diabo ou O Castigo da Falsidade (Eneias Tavares dos Santos)
A Segunda Vida de Cancão de Fogo (Minelvino Francisco Silva)
A Sorte do Amor (Manoel D’Almeida Filho)
A Traição de Dalila e a Força de Sansão (Manoel D’Almeida Filho)
A Triste Sorte de Jovelina (Sátiro Xavier Brandão)
A Vaca Misteriosa (Minelvino Francisco Silva)
A Verdadeira História de Chico Xavier (Eneias Tavares dos Santos)
A Vida de um Nordestino em São Paulo (Gerino Batista)
A Vingança de um Inocente (João Firmino Cabral)
A Vingança de uma Fada e um Anão Misterioso (Eneias Tavares dos Santos)
A Vitória de Floriano e a Negra Feiticeira (Manoel D’Almeida Filho)
A Vitória do Príncipe Roldão no Reino do Pensamento (Severino Gonçalves de Oliveira)
A Volta de Lampião ao Inferno ((Manoel D’Almeida Filho)
Amor de Mãe (Severino Borges Silva)
Amor e Martírio de uma Escrava (João Firmino Cabral)
Amor em Face do Destino (Manoel D’Almeida Filho)
Amor entre a Verdade e o Punhal (Eneias Tavares dos Santos)
Amor que venceu a morte (Manoel D’Almeida Filho)

Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos (Minelvino Francisco Silva)

Antônio Silvino – Vida, Crimes e Julgamento (Francisco das Chagas Batista)
As Astúcias de Camões (Arlindo Pinto de Souza)
As Aventuras de João Desmantelado (João Lucas Evangelista)
As Perguntas do Rei e as Respostas de Camões/ As Palhaçadas de Pedro Malazarte (Severino Gonçalves de Oliveira / Francisco Sales Arêda)
Aventuras de Simbá, o Marujo (Cícero Pedro de Assis)
Bernardo e Dona Genevra (José Galdino da Silva Duda)
Briga de São Pedro com Jesus por Causa do Inverno (Manoel D’Almeida Filho)
Carta de Satanás a Roberto Carlos (Eneias Tavares dos Santos)
Chicuca, o Professor dos Ladrões (José Francisco dos Santos)
Cidrão e Helena/ João Besta e a Jia da Lagoa (Severino Gonçalves de Oliveira/ Francisco Sales de Arêda)
Coco Verde e Melancia (José Camelo de Melo Resende)
Como Ser Feliz no Casamento (Manoel D’Almeida Filho)
Daniel e Seus Amigos Disputando uma Princesa (Manoel D’Almeida Filho)
Dimas e Madalena nos Labirintos da Sorte (Manoel Pereira Sobrinho)
Disputa de Bocage com um Padre ((Manoel D’Almeida Filho)
Encontro de Lampião com Adão no Paraíso (Manoel D’Almeida Filho)
Encontro de Cancão de Fogo com Pedro Malazarte (Minelvino Francisco Silva)
Encontro do Pres. Tancredo com o Pres. Getúlio Vargas no céu (Manoel D’Almeida Filho)
Enfrentando a Morte (Manoel D’Almeida Filho)
Festa da Bicharada (Arlindo Pinto de Souza)
Florentino e Mariquinha no Tribunal do Destino (Marco Haurélio)
Grinaura e Sebastião (José Pacheco da Rocha)

Helena, a Virgem dos Sonhos (Manoel Pereira Sobrinho)
História da Donzela Teodora (Leandro Gomes de Barros)
História da Índia Neci (Leandro Gomes de Barros)
História da Princesa da Pedra Fina
História da Princesa Rosamunda ou a Morte do Gigante (José Pacheco da Rocha)
História de Geraldo e Silvina (José Alves Pontes)
História de João da Cruz (Leandro Gomes de Barros)
História de Mariquinha e José de Souza Leão
História de Roberto do Diabo (Leandro Gomes de Barros)
História de Três Cavalos Encantados e os Três Irmãos Camponeses
História de Valdemar e Irene (Antônio Eugênio da Silva)
História de Vicente e Josina (José Pacheco da Rocha)
História de Zezinho e Mariquinha (Silvino Pirauá de Lima)
História do Bicho de Sete Cabeças (Minelvino Francisco Silva)
História do Boi Leitão (Francisco Firmino de Paula)
História do Boi Misterioso (Leandro Gomes de Barros)
História do Bom Pai e Mau Filho (José Camelo de Melo Resende)
História do Gigante Quebra-Osso e o Castelo Mal-Assombrado (Minelvino Francisco Silva)
História do Menino dos Bodinhos e a Princesa Interesseira/História de Josina, a Menina Perdida (Joaquim Luiz Sobrinho/ José Soares)
História do Príncipe Formoso (Rodolfo Coelho Cavalcante)
História do Valentão do Mundo (Severino Milanês da Silva)
História do Valente João Acaba- Mundo e a Serpente Negra (Minelvino Francisco Silva)
História do Valente Sertanejo Zé Garcia (João Melquíades Ferreira)
História do Valente Vilela (João Martins de Athayde)
História do Vaqueiro Damião (Minelvino Francisco Silva)
História, Vida e Morte Luiz Gonzaga – Os Maiores Sucessos (João Firmino Cabral)
Horácio e Enedina Entre o Amor e o Orgulho (Manoel Apolinário Pereira)
Já Bebi, Não Bebo Mais! Bebo Até Lascar o Cano! (José Pacheco da Rocha)
Jerônimo, o Grande Herói do Sertão (Caetano Cosme da Silva)
Jesus Cristo e o Mestre dos Mestres (Manoel D’Almeida Filho)
Jesus e o Homem do Surrão Misterioso (Manoel D’Almeida Filho)
Joana D’Arc a Heroína da França (Delarme Monteiro Silva)
João Soldado, o Valente Praça que Meteu o Diabo num Saco (Antônio Teodoro dos Santos)
João Terrível e o Dragão Vermelho (Antônio Alves da Silva)
João Valente e a Montanha Maldita (Minelvino Francisco Silva)
Josafá e Marieta (Manoel D’Almeida Filho)
Juvenal e o Dragão (Leandro Gomes de Barros)
Lágrimas de Amor (Caetano Cosme da Silva)
Lampião e Maria Bonita no Paraíso (Manoel D’Almeida Filho)
Lampião e seu Escudo Invisível (Costa Senna)
Lampião e sua História Contada Toda em Cordel (Antônio Américo de Medeiros)
Lampião, o Rei do Cangaço (Antônio Teodoro dos Santos)
Manassés e Marili entre a Luta e o Amor (Manoel Cândido da Silva)
Maria Bonita, a Mulher-Cangaço (Antônio Teodoro dos Santos)
Martim Tomba Serra e o Gigante do Deserto (Minelvino Francisco Silva)
Nequinho e Jandira (Manoel D’Almeida Filho)
Novas Proezas de Bocage (Manoel D’Almeida Filho)
O Bandido da Luz Vermelha (Zé do Norte)
O Cachorro dos Mortos (Leandro Gomes de Barros)
O Cangaceiro Isaías (Eneias Tavares dos Santos)
O Cangaceiro do Nordeste (Minelvino Francisco Silva)
O Capitão do Navio (Silvino Pirauá de Lima)
O Cavaleiro das Flores (Severino Borges Silva)
O Comprador de Barulho (Manoel D’Almeida Filho)
O Contador de Mentira (Hélio Cavenaghi)
O Coronel Avarento (Josué Gonçalves de Araújo)
O Cordel: Sua História, Seus Valores (Marco Haurélio e João Gomes de Sá)
O Encontro de Cancão de Fogo com Vicente o Rei dos Ladrões (Gerino Batista)
O Encontro de Lampião com Dioguinho (Antônio Teodoro dos Santos)
O Encontro de Lampião com Padre Cícero no Céu (Varneci Nascimento)
O Encontro de Lampião com Saturnino no Inferno (Luiz Gonzaga de Lima)
O Enjeitado de Orion (Delarme Monteiro Silva)
O Encontro de Rui Barbosa com Castro Alves (Antônio Teodoro dos Santos)
O Escravo Fiel (Natanael de Lima)
O Exemplo do Menino que Falou no Ventre da Mãe (Hélio Cavenaghi)
O Ferreiro das Três Idades (Natanael de Lima)
O Filho de Evangelista do Pavão Misterioso (Manoel Apolinário Pereira)
O Filho de Juvenal e a Serpente de Fogo (Expedito Ferreira da Silva)
O Filho do Herói João de Calais (Caetano Cosme da Silva)
O Grande Combate de Neve Branca com João Cabeleira (Manoel D’Almeida Filho)
O Grande Debate de Camões com um Sábio (Arlindo Pinto de Souza)
O Grande Debate de Lampião com São Pedro (José Pacheco da Rocha)
O Herói da Montanha Negra (Marco Haurélio)
O Herói João Canguçu (Apolônio Alves dos Santos)
O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (Francisco Sales de Arêda)
O Jogador na Igreja (Antônio Teodoro dos Santos)
O Lobisomem Encantado (Manoel D’Almeida Filho)
O Massacre de Canudos (Varneci Nascimento)
O Menino das Abelhas e a Formiga Encantada (João Lucas Evangelista)
O Mistério da pele da Novilha (Josué Araújo)
O Mistério dos Três Anéis (Delarme Monteiro Silva)
O Monstro sem Alma (João Firmino Cabral)
O Mofino que virou Valente (Manoel D’Almeida Filho)
O Negrão do Paraná e o Seringueiro do Norte (Francisco Sales de Arêda)
O Negrinho do Pastoreio (Paulo Nunes Batista)
O Neto de José de Souza Leão (Antônio Teodoro dos Santos)
O Pai que forçou a Filha na Sexta-Feira da Paixão (João Severiano de Lima)

O Pavão Misterioso (José Camelo de Melo Resende)
O Pistoleiro Invencível (Natanael de Lima)
O Prêmio da Consciência (Eneias Tavares dos Santos)
O Príncipe Enterrado Vivo e a rainha Justiceira (Natanael de Lima)
O Príncipe João-sem-Medo e a Princesa da Ilha dos Diamantes (Francisco Sales de Arêda)
O Príncipe Natan e o Cavalo Mandingueiro (Arievaldo Viana)
O Prisioneiro no Castelo da Rocha Negra (João Martins de Athayde)
O Quengo de Pedro Malazarte no Fazendeiro (João Damasceno Nobre)
O Romance da Princesa do Reino do Mar sem Fim (Severino Borges Silva)
O Romance de João sem Direção (Natanael de Lima)
O Sertanejo Antônio Cobra Choca (José Faustino Vila Nova)
O Sino da Torre Negra (Delarme Monteiro Silva)
O Touro Preto que Engoliu o Fazendeiro (Minelvino Francisco Silva)
O Vaqueiro do Barulho (Manoel D’Almeida Filho)
O Verdadeiro Romance do Herói João de Calais (Severino Borges Silva)
Os Amigos do Barulho e o Bandido Carne Frita (Manoel D’Almeida Filho)

Os Cabras de Lampião (Manoel D’Almeida Filho)
Os Conselhos do Destino (Manoel D’Almeida Filho)
Os Dois Amigos Leais (Manoel D’Almeida Filho)
Os Heróis do Destino e o Monstro da Mata Escura (João Firmino Cabral)
Os Martírios de Genoveva (José Galdino da Silva Duda)
Os Martírios de uma Mãe ou as Desventuras de um Filho Ingrato (Rouxinol do Rinaré)
Os Mistérios da Princesa dos Sete Palácios de Metal (Manoel D’Almeida Filho)
Os Olhos de Dois Amantes por Cima da Sepultura (Cícero Vieira da Silva)
Os Prantos de Cacilda e a Vingança de Raul (José Pacheco da Rocha)
Os Quatro Sábios do Reino e a Princesa Encarcerada (Manoel D’Almeida Filho)
Os Sofrimentos de Alzira (leandro Gomes de Barros)
Os Sofrimentos de Célia ou as Três Espadas de Dores (Manoel Pereira Sobrinho)
Os Três Conselhos da Sorte (Manoel D’Almeida Filho)
Os Três Conselhos Sagrados (Marco Haurélio)
Os Últimos Dias de Pompeia (Evaristo Geraldo)
Padre Cícero, o Santo do Juazeiro (Manoel D’Almeida Filho)
Papagaio Misterioso e os Sofrimentos de Jobão (Luís da Costa Pinheiro)
Pedrinho e Julinha (José Camelo de Melo Resende)
Peleja de Azulão com Palmeirinha (Mestre Azulão)
Peleja de Manoel do Riachão com o Diabo (Leandro Gomes de Barros)
Peleja de Rodolfo Coelho Cavalcante com Manoel D’Almeida Filho (Manoel D’Almeida Filho)
Peleja de Severino Borges com Patativa do Norte (Severino Borges Silva)
Peleja de Zé Pretinho com Manuel do Riachão (José Costa Leite)
Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum (Firmino Teixeira do Amaral)


Piadas do Bocage (Antônio Teodoro dos Santos)
Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo (Marco Haurélio)
Proezas de João Grilo (João Ferreira de Lima)
Proezas de Broca da Silveira (Arievaldo Viana)
Quando a Coragem Triunfa (Manoel D’Almeida Filho)
Rei Orgulhoso na hora da Refeição (Pedro Rouxinol)
Renato e Mariana (Mestre Azulão)
Rogacino e Angelita (Antônio Ferreira da Silva)
Romance de João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar
Romeu e Julieta (Maria Ilza Bezerra)
Rosinha e Sebastião (Manoel Pereira Sobrinho)
Rufino o Rei do Barulho (Manoel D’Almeida Filho)
Tiradentes, o Mártir da Inconfidência (Manoel Pereira Sobrinho)
Tubiba, o Desordeiro (Augusto Laurindo Alves)
Uma das Maiores Proezas que Antônio Silvino fez no Sertão de Pernambuco (José Camelo de melo Resende)
Uma Tragédia de Amor ou A Louca dos caminhos (Manoel Monteiro)
Vicente, o Rei dos Ladrões (Manoel D’Almeida Filho)
Vida e Testamento de Cancão de Fogo (Leandro Gomes de Barros)
Vida, Vingança e Morte de Corisco (Manoel D’Almeida Filho)
Zé Baiano, Vida e Morte (Manoel D’Almeida Filho)
Zé Bico Doce o Rei da Malandragem (Paulo Nunes Batista)

Folhetos

(16 P.)

A Idade do Diabo (Marco Haurélio)
Maria Besta Sabida (Antônio Alves da Silva)
Raul Seixas Entre Deus e o Diabo (Costa Senna)
A Briga do Major Ramiro com o Diabo (Marco Haurélio)
João Corta-braço e o Negrão Endiabrado (Antônio Alves da Silva)
Os Últimos Dias de Antônio Conselheiro na Guerra de Canudos (Antônio Alves da Silva)
A Matança de Corisco Para Vingar a Morte de Lampião (Antônio Alves da Silva)
Peleja de Leandro Gomes de Barros com uma Velha de Sergipe (Leandro Gomes de Barros)
Peleja de Ivanildo Vila Nova com Guriatã do Norte (José Costa Leite)
O Encontro de Lampião com Antônio Silvino no Inferno (Antônio Alves da Silva)
Nordeste, Terra de Bravos (Marco Haurélio)
As Três Folhas da Serpente (Marco Haurélio)
Horácio de Matos, Herói da Chapada Diamantina (Antônio Alves da Silva)
O Romance do Príncipe do Reino do Limo Verde (Marco Haurélio)
O Encontro de Lampião com o Coronel Pinga-Fogo (João Firmino Cabral)
O Exemplo do Ateu e o Vaqueiro que Tinha Fé em Deus (João Firmino Cabral)
Peleja de Costa Leite Com Olegário Fernandes (José Costa Leite)
Serra do Ramalho, um Brasil que o Brasil Precisa Conhecer (Marco Haurélio)
As Palhaçadas de João Errado (Antônio Alves da Silva)
Peleja do Mestre Azulão com o Negro dos Pés Redondos
Os Apuros de Chicó e a Astúcia de João Grilo (Marco Haurélio)
Cantoria de um Caçador com o Diabo (Poeta Arigó)
As Aventuras do Matuto Zé Ruela (Cacá Lopes)
A Morte e a Justiça (Varneci Nascimento)
Os 10 Mandamentos do Preguiçoso (Varneci Nascimento)
A Turbulência Econômica (Nando Poeta)
Cangaço - Um Movimento Social (Varneci Nascimento)
A Vida de Pedro Cem (Leandro Gomes de Barros)
História da Moura Torta (Marco Haurélio)
História do Boi do Bebedor (Nalci Lima da Cruz)
A Maldita Ilusão (Costa Senna)
Peleja de Aloncio com Dezinho (Varneci Nascimento)
Joselito e sua Cabra (Cleusa Santo)
Lula - Um Operário na Presidência (Assis Coimbra)
A Nega de um Peito Só (Valdeck de Garanhuns)
Chicó, o Menino das Cem Mentiras (Pedro Monteiro)


Nota do blog: Além da Editora Luzeiro, muitos títulos deste catálogo estão disponíveis na Banca Central, administrada pelo Beto, na Praça da Sé, marco zero de São Paulo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bibliografia




Bibliografia em cordel – Marco Haurélio

• Publicados pela Editora Luzeiro:

Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo
Os Três Conselhos Sagrados
História de Belisfronte, o Filho do Pescador
O Herói da Montanha Negra
A Idade do Diabo
História da Moura Torta
Nordeste – Terra de Bravos
Serra do Ramalho – um Brasil que o Brasil Precisa Conhecer
Romance do Príncipe do Reino do Limo Verde
A Briga do Major Ramiro com o Diabo
As Três Folhas da Serpente
O Cordel –  Sua História, Seus Valores (com João Gomes de Sá)
Florentino e Mariquinha no Tribunal do Destino



• Publicados pela Tupynanquim:

Galopando o Cavalo Pensamento
Traquinagens de João Grilo
A Maldição das Sandálias do Pão-Duro Abu Kasem
As Três Folhas da Serpente (reedição)
O Encontro de João Grilo com Pedro Malazarte

• Publicado pela Queima-Bucha:

Cem Anos da Xilogravura na Literatura de Cordel (com Arievaldo Viana)

• Cordéis sobre Raul Seixas
(publicados no livro Raul Seixas Dez Mil Anos à Frente)

O Arauto do Novo Aeon
As Novas Sementes de Sol
O Anel do Nibelungo
As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Todos

• Publicado pela Olho Dágua:

Jesus Brasileiro (com Costa Senna, esgotado)

• Infantis e infantojuvenis:

O Príncipe que Via Defeito em Tudo (Ed. Acatu)
A Lenda do Saci-Pererê (Ed. Paulus)
A Megera Domada (Ed. Nova Alexandria)
Traquinagens de João Grilo (Ed. Paulus)
Contos Folclóricos Brasileiros (Ed. Paulus)
As Babuchas de Abu Kasem (Conhecimento)
Os Três Porquinhos em Cordel (Nova Alexandria)
O Conde de Monte Cristo em Cordel (Nova Alexandria)
Contos e Fábulas do Brasil (Nova Alexandria)
A Roupa Nova do Rei ou O Encontro de João Grilo com Pedro Malazarte (Volta e Meia)
O Príncipe teiú e outros contos brasileiros (Aquariana)
Lá Detrás Daquela Serra (Peirópolis)
Lendas do Folclore Capixaba (Nova Alexandria)
A Saga de Beowulf (Aquariana)
Peripécias da Raposa no Reino da Bicharada (LeYa)
A Lenda do Batatão (SESI-SP Editora)