sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O BOI CARDIL

        Xilogravura de Lucélia Borges 


Um rei tinha um criado, em quem depositava a maior confiança, porque era o homem que nunca em sua vida tinha dito uma mentira. Recebeu o rei um presente de boi muito formoso, a que chamavam o boi Cardil; o rei tinha-o em tanta estimação que o mandou para uma das suas tapadas acompanhado do criado fiei para tratar dele. Teve uma ocasião uma conversa com um fidalgo, e falou da grande confiança que tinha na fidelidade do seu criado. O fidalgo riu-se:
– Porque te ris? – perguntou o rei.
– É porque ele é como os outros todos, que enganam os amos.
– Este não!
– Pois eu aposto a minha cabeça como ele é capaz de mentir até ao rei.
Ficou apostado. Foi o fidalgo para casa, mas não sabia como fazer cair o criado na esparrela e andava muito triste. Uma filha nova e muito formosa, quando soube a causa da aflição do pai, disse:
– Descanse, meu pai, que eu hei-de fazer com que ele há-de mentir por força ao rei.
O pai deu licença. Ela vestiu-se de veludo carmesim, mangas e saia curta, toda decotada, e cabelos pelos ombros e foi passear para a tapada; até que se encontrou com o rapaz que guardava o boi Cardil. Ela começou logo:
– Há muito tempo que trago uma paixão, e nunca te pude dizer nada.
O rapaz ficou atrapalhado e não queria acreditar naquilo, mas ela tais coisas disse e jeitinhos deu que ele ficou pelo beiço. Quando o rapaz já estava rendido, ela exigiu-lhe que, em paga do seu amor, matasse o boi Cardil. Ele assim fez e deu-se por bem pago todo o santíssimo dia.
A filha do fidalgo foi-se embora, e contou ao pai como o rapaz tinha matado o boi Cardil; o fidalgo foi contá-lo ao rei, fiado em que o rapaz havia de explicar a morte do boi com alguma mentira. O rei ficou furioso quando soube que o criado lhe tinha matado o boi Cardil, em que punha tanta estimação. Mandou chamar o criado.
Veio o criado, e o rei fingiu que nada sabia; perguntou-lhe
– Então como vai o boi?
O criado julgou ver ali o fim da sua vida e disse:
Senhor! pernas alvas
E corpo gentil,
Matar me fizeram
Nosso boi Cardil.
O rei mandou que se explicasse melhor; o moço contou tudo. O rei ficou satisfeito por ganhar a aposta, e disse para o fidalgo:
– Não te mando cortar a cabeça como tinhas apostado, porque te basta a desonra de tua filha. E a ele não o castigo porque a sua fidelidade é maior do que o meu desgosto.


Nota: Esta versão do célebre conto O Vaqueiro que não Mentia consta dos Contos Tradicionais do Povo Português, recolhidos por Teófilo Braga e publicados em 1883.


A origem da história se perde na noite dos tempos. É encontrada na literatura oral de vários países e tem especial valor para o povo nordestino, pois seu eixo central gira em torno da idoneidade do vaqueiro, incapaz de proferir uma mentira. Na versão em cordel, História do Boi Leitão ou O Vaqueiro que não Mentia, de Francisco Firmino de Paula, o vaqueiro Dorgival é convencido a matar o Boi Leitão, de estimação do patrão, pela filha do próprio. É este o dilema que afligirá o honesto empregado. Câmara Cascudo traz duas versões: O Boi Leição, de Alagoas, e Quirino, o Vaqueiro do Rei, do Rio Grande do Norte. A substituição do fazendeiro por um rei em muitas versões atesta a ancianidade deste conto que, segundo Théo Brandão, se não é o mãos velho, é “pelo menos um dos mais velhos da História da Humanidade”. O motivo da morte do boi para satisfação do desejo duma mulher ganhou independência nas encenações do Bumba meu boi.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Megera Domada volta ao teatro



A Megera Domada em Cordel, de minha autoria, acaba de ganhar uma versão teatral, levada a efeito pela Cia. da Caçamba e pela Faculdade Paulista de Artes. A informação é do amigo, ator e grande agitador cultural Pedro Cosmos.

Dirigida por Ivano Silva de Lima, a peça será encenada nos dias 29, 30 de novembro e 1º de dezembro.

Local: Teatro Ruth Escobar
Rua dos Ingleses, 209

Entrada franca

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A Megera Domada em cordel baseia-se na peça teatral de William Shakespeare, uma das melhores comédias do grande dramaturgo inglês. Shakespeare encontrou o tema central da peça – a moça irritadiça que espanta todos os pretendentes a sua mão – na tradição oral. O conto popular no qual se baseia a peça circula, com algumas variações, no folclore de vários países.

Na Itália, no século XVII, Giambatista Basile, na obra Pentamerone, publicou o conto Noiva Punida, com a mesma temática. Dois séculos depois, o mesmo motivo foi detectado no conto O Rei Barba de Tordo (König drosselbart, no original alemão dos Irmãos Grimm), no qual o pretendente rejeitado e ridicularizado pela megera se finge de mendigo para desposá-la.

No Brasil, Câmara Cascudo recolheu uma versão sugestiva (O Conde-pastor). A história fala da insuportável princesa Sidônia que, após rejeitar todos os pretendentes nobres, é obrigada a se casar com um humilde pastor. Ela será obrigada a fazer as tarefas mais rudes e se emprega do palácio do Conde Lourenço, que tenta seduzi-la. Após recusá-lo descobre que, atrás das barbas postiças, se escondia o seu pastor. Aprende, a duras penas, o valor da humildade. O cordelista cearense Evaristo Geraldo reaproveitou o tema no romance O Conde Mendigo e a Princesa Orgulhosa.

Em Portugal, a peça de Shakespeare é conhecida como A Fera Amansada.

Contos Folclóricos Brasileiros na revista Crítica & Debates



CONTOS POPULARES DO SERTÃO DA BAHIA

RESENHA

HAURÉLIO, Marco. Contos folclóricos brasileiros. São Paulo: Paulus, 2010. 144 p.

Por Rogério Soares Brito[1]

Em todas as épocas os homens sempre encontraram bons motivos para ouvir ou contar histórias. As tradições populares, através de suas variadas manifestações culturais, encarregaram-se de manter vivas as inúmeras histórias que há tempos persistem no imaginário e são constantemente recontadas na forma de lendas, fábulas, contos, parábolas e histórias fantásticas.

Ecos de tempos passados, muitas histórias encantadoras e maravilhosas, que habitam o imaginário popular, têm sido exaustivamente estudadas por pesquisadores, historiadores, psicanalistas, além de inspirarem os trabalhos de escritores, como os irmãos Grimm, grandes coletores de contos, Charles Perrault, Jean de La Fontaine, Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato entre outros. Marca indelével da cultura popular, a literatura oral segue o ritmo da espontaneidade do povo, suas crenças, tradições e festas.

Muitos foram os coletores de contos populares ao longo da história; seus enredos exóticos e personagens misteriosos despertam a curiosidade e a simpatia de um público variado, que não consegue ficar indiferente a essas narrativas. Só para ficar no Brasil, essas narrativas populares foram o foco de interesse de grandes estudiosos da cultura popular, entre eles estão Sílvio Romero, Amadeu Amaral, Aluísio de Almeida, Câmara Cascudo, Henriqueta Lisboa e outros. Porém, esses não são os seus criadores, elas são criações do povo, manifestações genuínas das capacidades criativas de populações historicamente marginalizadas.

Esse trabalho de pesquisa ou de recolhimento das narrativas populares nunca foi pacífico. Alguns estudiosos modificaram um pouco os relatos que coletaram. Outros simplesmente ignoraram os valiosos e exemplares conselhos contidos nas histórias e, por excessivo brio religioso, social ou político, resolveram mutilar os contos, caso do padre francês Antoine Galland. Responsável pela tradução da obra As mil e uma Noites para o Ocidente, ele interferiu diretamente na tradução ao deixar de fora inúmeras narrativas. Acreditava assim preservar as consciências religiosas das imoralidades que se ocultavam em várias histórias contadas pela princesa Cheherazade.

Todavia a literatura oral segue viva e conquistando mais e mais leitores, além de continuar atraindo o interesse de outros pesquisadores, caso do poeta, editor e folclorista Marco Haurélio, nome de prestígio no campo de estudo da cultura popular brasileira. Marco Haurélio tem atuado na linha de frente das ações de valorização e preservação da herança cultural do nosso povo, pesquisando, escrevendo e divulgando essa tradição através da literatura de cordel e de livros infantojuvenis que abordam sempre os temas da cultura popular.

Natural de Riacho de Santana, Bahia, esse jovem escritor, que em julho completou 36 anos, recolheu, entre os anos em que viveu na cidade vizinha a sua terra natal, Igaporã, enquanto cursava Letras na UNEB/Campus VI (Caetité – BA) e lecionava numa escola pública do ensino básico, uma centena de contos populares, lendas e fábulas, colhidas direto da fonte mais preciosa, as vozes de anciões sabiamente nutridas pela tradição popular.




Abertura da seção Contos de encantamento ou maravilhosos (ilustração de maurício Negro)

O seu mais novo livro, Contos Folclóricos Brasileiros, editado pela Paulus e ilustrado por Maurício Negro, é fruto desse trabalho de pesquisa da cultura popular, que desde cedo seduziu o autor. O livro não traz na íntegra todas as histórias recolhidas pelo autor durante o período em que viveu em Igaporã, mas apenas algumas das narrativas, coletadas entre as cidades de Serra do Ramalho, Bom Jesus da Lapa, Riacho de Santana, Igaporã, Caetité e Brumado.[2] Esse primeiro trabalho será ampliado num segundo livro, que além dos contos terá lendas e fábulas. Esse segundo trabalho está com data prevista ainda para este ano, e sairá pela Nova Alexandria, editora onde o autor trabalha como editor desde que saiu da Luzeiro, tradicional casa editorial de grandes cordelistas.

Nascido em uma família de trabalhadores rurais, Marco Haurélio ouviu, desde a mais tenra idade, de seu pai e de sua avó Luzia Josefina de Farias as deslumbrantes lendas, aventuras, cenas de amores e lutas religiosas, narradas saborosamente à luz de candeeiros movidos a querosene. Desse imaginário cheio de exotismo aprendeu as mais ricas e belas lições da vida em toda a sua maravilhosa diversidade. Dessas vivências é que ele tira a substância para os seus trabalhos, sempre associados ao universo da cultura e das tradições populares.

Com 36 contos, as narrativas contidas nesse livro abordam uma variedade de temas. Vão dos contos de animais em que os personagens, à moda das fábulas, personificam ações humanas, com fim moralizante, passando dos contos maravilhosos ou de encantamento onde as narrativas se desenrolam através das aventuras de personagens na busca de realizações emocionais, até, como é próprio da tradição cultural popular, narrativas com motivos religiosos, inspiradas nos evangelhos.

Outros temas, como os contos novelescos ou de amor e recompensa, contos jocosos ou humorísticos, contos de fórmula ou acumulativos e os contos de exemplo, completam a recolha. Os amantes das histórias dos irmãos Grimm e os leitores de Perrault reconhecerão de pronto os motivos de várias narrativas que aqui foram reincorporadas à tradição cultural do Nordeste. Uma característica dos contos populares é que eles podem sofrer transformações ao longo do tempo, porém sua essência é a mesma de um conto remoto, contado em época e lugar completamente diferente. Isso pode ser exemplificado pela máxima popular que diz: quem conta um conto aumenta um ponto.

Objetos de entretenimento, distração despretensiosa, são muitos os usos que se pode dar a essas histórias. O certo, no entanto, é que as várias narrativas presentes no imaginário popular, e agora reunidas nesse fabuloso trabalho, servem-se do extraordinário e encantatório, presentes nas histórias, como adereço à instrução dos homens, de todas as idades. A sabedoria contida no conto popular é capaz de levar o homem, nas palavras de Heinrich Zimmer, grande estudioso das culturas antigas, a uma consciência de si próprio, suas potencialidades, bem como ao reconhecimento de seus limites.

Despretensiosos em sua linguagem, os contos recolhidos e recontados por Marco Haurélio seguem fielmente os falares populares, tão variados e expressivos. Sem prejuízo ao entendimento do conto, ou ao trabalho de verter das fontes orais, cheias de redundância, para a escrita os vocábulos próprios e as expressões típicas dos contadores, os contos recolhidos aqui preservam as nuances idiomáticas que caracterizam a fala do povo. Veja-se um exemplo: no conto São Pedro e a questão das almas, a certa altura se lê “São Pedro foi o santo mais teimoso e arteiroso que já existiu...”. Arteiroso, expressão singular do vocabulário nordestino, aqui preservada. Familiarizados com essas expressões, os nordestinos, principalmente os da região onde foram recolhidos os contos, não encontrarão qualquer dificuldade em entender o significado da palavra. Os leitores de outras regiões terão o auxílio de um rico glossário atentamente preparado para desbaratar qualquer dúvida quanto aos significados regionais que abundam nos contos. Nele podemos ler: Arteiroso, sinônimo popular de teimoso e, em alguns casos, de inteligente.

Fonte inesgotável de saberes, os contos populares, assim como as lendas e fábulas, são criações inspiradas de civilizações antigas com o mais elevado propósito: corrigir quando parecem incorrigíveis as malversações, alertar quando os sinais ainda não são totalmente visíveis, fazendo vivos erros que, de tão graves e grosseiros, não deveriam tornar a se repetir.

As distrações que eles promovem, não escondem as mensagens profundas que são encenadas por animais e outros seres mágicos, a fim de divertir, entretendo. Jean de La Fontaine, autor francês que modernizou as fábulas do grego Esopo, quando falou a respeito do propósito de suas fábulas, disse: “Sirvo-me dos animais para instruir os homens”.
Os contos populares estão ricamente espalhados por todos os lugares do mundo. Migrando de região em região, reincorporam elementos sempre novos das várias civilizações por onde andaram. Puro alimento espiritual de um sem número de povos que, em sua maioria, já não existem, mas que permanecem vivas, através dos tempos, como testemunhas de épocas remotas, essas narrativas tradicionais encontraram pouso tranquilo e morada segura nos rincões “carrascosos” do Brasil, e aqui persistem, graças aos esforços e ao trabalho de homens como Marco Haurélio.

Essas histórias guardam íntima relação com aquilo que chamamos de identidade de um povo. Se elas desaparecerem, parte significativa da memória, sabiamente abrigada por anos no seio de corações ardentes, some, e com ela, o registro dos hábitos e costumes que compõem as tradições populares, elo entre o passado e o futuro de uma nação, também desaparece. Estímulo às consciências, leitura prazerosa, os contos contidos nesse saboroso livro entretêm, ensinando. Passatempo divertido, os contos populares também servem de pretexto para reunir os amigos e a família numa roda descontraída de leitura onde a imaginação cavalga por terras distantes.

Publicado em: Crítica & Debates, v. 1, n. 1, p. 1-4, jul./dez. 2010

[1] Professor Auxiliar do curso de Letras da UNEB/Campus VI. Especialista em Literatura Comparada em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC / 2008).

[2] Cidades baianas localizadas na região Sudoeste do Estado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ode a um menestrel


A Elomar Figueira Mello, meu conterrâneo de Sudoeste baiano, o reino mítico do Sertão, com cercas de quiabentos e serras encantadas, dedico esta estrofe em martelo:

A grandeza ancestral de Elomar
Das barrancas do Rio Gavião
Mostra a voz do matuto do sertão
Através da cultura popular.
Esta voz muito tem a ensinar
A letrados de bom vocabulário;
Ela vem evolvida em relicário,
Evocando, em sonho, o Medievo.
Com certeza, é um canto bem longevo,
Envolvido na luz do imaginário.

Marco Haurélio

Os Três Conselhos Sagrados



Em 2005, me enfronhei pelo sertão da Bahia com o fito de recolher e anotar manifestações da oralidade, em especial o conto popular. Tive a sorte de conhecer, na cidade de Brumado, D. Maria Rosa Froes, de 89 anos, grande contadora de histórias. Foi a partir da versão narrada por ela que criei o presente romance. A atmosfera mística é minha maior contribuição ao enredo original. Ambientei a história em Bom Jesus dos Meira (antigo nome de Brumado) em homenagem à narradora. A primeira edição saiu com o selo da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), que, até 2006, realizava um concurso de cordel de âmbito nacional. Os Três Conselhos Sagrados, inscrito no concurso, ficou em segundo lugar. A edição seguinte, com capa do poeta Arievaldo Viana, foi publicada pela Luzeiro.

No livro Contos e Fábulas do Nossa Folclore, que sairá em breve com o selo da Nova Alexandria, no qual reproduzo o conto em prosa, há uma pequena nota reveladora da origem e da área de difusão da história:

"De indiscutível origem oriental, Os Três Conselhos Sagrados é o mesmo conto que Sílvio Romero coligiu em Sergipe. O nosso exemplar assumiu ares de história real ao ser deslocado para o contexto da migração nordestina para o centro-sul, em especial, São Paulo. O conto em questão rompe em parte com a tradição fatalista, pois condiciona a felicidade ou o infortúnio às escolhas do protagonista. Com rara felicidade, Manoel D’Almeida Filho recriou em um romance de cordel, Os Três Conselhos da Sorte, a primeira parte do conto. O longo percurso feito a pé, da Bahia a São Paulo, pelo protagonista, resume a trajetória de muitos sampauleiros, como eram chamados, no alto sertão, os paus de arara. Teófilo Braga divulgou uma versão colhida no Porto. Gonçalo Fernandes Trancoso deu a lume Os três conselhos, de 1575, na obra basilar Histórias de Proveito e Exemplo. Na Sicília, Pitré anotou I Tri Rigordi nas Fiabe Novelle e raccontti popolari Siciliani. A história é encontrável, ainda, nas Gesta romanorum, no Conde Lucanor, de D. Juan Manoel, e no Patrañuelo (1566), de Timoneda.

Trecho do cordel:

No teatro da existência
Os dramas são encenados
E nós somos os autores
Dos palcos mais variados,
Como na pungente história
Dos Três Conselhos Sagrados.

Descreverei neste enredo
O drama de um retirante
Que deixou sua família
Devido à seca incessante,
Indo procurar recurso
Em uma terra distante.

Esta história aconteceu
Num tempo bem recuado,
Quando o Nordeste se achou
Pela seca maltratado,
O que forçou as pessoas
A migrar para outro estado.

Foi em Bom Jesus dos Meira,
No interior da Bahia,
Que o senhor Sebastião
Com sua esposa vivia –
A sua sobrevivência
Ele na roça colhia.

Mas aquele foi um ano
De um verão escabroso,
O Norte foi atingido
Por um calor horroroso,
E a Morte correu a terra,
Num furor impiedoso.

Justamente neste ano
De sofrimento e agonia,
Naquela pobre choupana
Um inocente nascia,
O primeiro do casal
Sebastião e Maria.

Eles, casados de pouco,
Vendo o amor coroado,
Ficaram muito felizes
Pelo filho ter chegado,
Mas Tião falou: - Agora
Devo trabalhar dobrado.

Neste ano plantou milho
Mandioca, andu, feijão,
Plantou arroz na baixada,
Esperando a produção,
Mas o Céu não mandou chuva –-
Perdeu toda plantação.

Do pouco gado que tinha
Não ficou viva uma rês,
Os bodes, qu’eram mais fortes,
Foram até o fim do mês,
Bastião, desesperado,
Quase perde a lucidez.

Tendo perdido a lavoura
E morrido a criação,
Ele chamou a mulher
E lhe disse: - Coração,
Vou-me embora pra São Paulo
Procurar colocação.

A mulher, toda chorosa,
Disse: - Meu bem, inda é cedo.
Você indo pra São Paulo,
Irá viver no degredo.
Lembre-se que nem levamos
À pia o nosso Alfredo.

Ele disse: - Minha prenda,
Nossa vida é uma estrada
E o Destino nos obriga
A fazer a caminhada –
No final, a recompensa
Aos que lutam é ofertada.

Mesmo aquele que não luta
Nunca arranjará recurso
E nós somos andarilhos
De um incerto percurso
E o rio chamado VIDA
Nunca interrompe seu curso.

A mulher inda lhe disse:
- Mas e se algum empecilho
Surgir nesta caminhada,
Obstruindo seu trilho,
Me deixando em viuvez
E na orfandade seu filho?

Porém nada o demoveu
E o homem se preparou,
Com uns trapos numa trouxa
No outro dia viajou.
Com o coração partido,
Sequer para trás olhou.

Fez todo percurso a pé,
Parando pra descansar,
Por caminhos tortuosos,
Recomeçava a andar,
Consumindo muito tempo
Para ao destino chegar.

(...)
_______________________________________________________________

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sábado, 20 de novembro de 2010

Cordel na sala de aula: relembrando 2010


Na unidade do Colégio Pentágono em Alphaville, recebidos pela professora Maria Filomena (Filó)

Um grande momento para mim, neste ano em que aonteceu tanta coisa boa, foi a visita às três unidades do colégio Pentágono, para falar de meu livro A Megera Domada em Cordel. Abaixo, o texto da Professora Liliani Araújo, assessora da área de Infoeducação, sobre as atividades realizadas em março de 2010. Estive na nobre companha do amigo Sebastião Marinho. Boas lembranças!

Megera Domada em Cordel – A adaptação de uma grande clássico trouxe Cultura Popular para os 8ºs anos do Pentágono

No primeiro encontro, os professores de infoeducação fizeram o lançamento do livro “Megera Domada em Cordel” por meio de uma aula bem dinâmica com imagens no Power Point, xilogravuras e folhetos de romances apresentando a Literatura de Cordel e a tradição da oralidade na Cultura popular. Os alunos puderam conhecer as diversas modalidades desta poesia: sextilhas, oitavas, martelo, mote em 10 e foram estimulados a escrever seus próprios cordéis. Por meio de Cd´s e vídeos, conheceram também o repente, a arte do improviso tão forte e comum aos cantadores de viola, uma tradição que se iniciou com os trovadores franceses e se perpetuou no Brasil.

No segundo encontro, os alunos foram preparados para receber o autor do livro, Marco Haurelio. Com a orientação dos professores e infoeducadores, elencaram perguntas instigantes que gostariam de fazer ao autor.

Para aprofundar ainda mais seus conhecimentos, assistiram ao documentário “Pé na França”, que nos mostra dois cantadores nordestinos indo buscar na França a origem da cantoria do Cordel. Concomitante a isso, as professoras de Língua Portuguesa trabalhavam em sala a obra.

Para finalizar, recebemos, nas três unidades do Colégio, o autor Marco Haurelio que nos contou sua trajetória como cordelista e Sebastião Marinho, cantador e repentista que nos trouxe sua cantoria. Os alunos puderam fazer suas perguntas, ler os cordéis que prepararam e experimentar a arte do improviso tocando (como aconteceu em Alphaville) e cantando (Perdizes e Morumbi). Todos se envolveram muito nesta atividade e terminamos com uma sessão de autógrafos.




8ºs anos de Alphaville assistem à apresentação do autor Marco Haurelio e até os alunos participam da cantoria




Em Perdizes, Felipe e Matheus (à esquerda) e Thiago (à direita) fazem perguntas ao autor.



Apresentação na unidade Morumbi (à esquerda) e Gustavo (à direita) conversa com Marco Haurelio


Liliani Araújo
Assessora da área de Infoeducaçãodo Colégio

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma vez a guerra



Com presença da cantora Ornela Jacobino no elenco, a peça Uma vez a guerra estreia amanhã no SESI - Vila das Mercês. O texto traz o medievo para a contemporaneidade ao tratar de um tema sempre atual: a guerra, que nasce da imcompreensão do outro, do preconceito e do medo.

Ornela é vocalista do grupo UnirVersos, liderado pelo poeta Costa Senna.

Mais informações: http://grupounirversos.blogspot.com/2010/11/teatro-uma-vez-guerra.html

Chico Salles na Pauliceia


O cantor e compositor paraibano radicado no Rio de Janeiro, Chico Salles, está em São Paulo divulgando seu novo CD O Bicho Pega (Som Livre). Oportunidade rara para conhecer um artista que vem construindo uma obra valiosa, tendo por base a musicalidade nordestina e o tempero do legítimo samba carioca.

Release


Masculina, o baião que abre O Bicho Pega, o quinto CD do compositor e poeta Chico Salles, e sua primeira parceria com Edu Krieger, já dá o mote: aí vem um álbum recheado de poesia popular e música pé-de-serra, com produção de José Milton, participações de Raimundo Fagner e Alfredo Del Penho e lançamento pela Som Livre.

Morando no Rio de Janeiro há quarenta anos, o paraibano Chico Salles tem sido uma espécie de embaixador dessa poesia nordestina. Como diz o escritor e poeta Bráulio Tavares no texto de apresentação no CD, “Esta vivência de décadas o integrou de tal forma ao ambiente carioca que a temática e a gíria carioca se infiltram nos seus versos; que algo do jeito sincopado de cantar já está presente na sua performance como intérprete e sambas autênticos já estão marcando presença no seu repertório, tanto em discos anteriores quanto neste, e prova disto são faixas como Não vá fazer ou Pedala Seleção”, ambas de sua autoria.

O Bicho Pega é o retrato desta mistura nordestina com a carioca, sem perder a dupla cidadania, pois Chico Salles nunca deixou as fronteiras, fazendo um trânsito livre e intenso entre estes dois universos e agregando a pura tradição do nordeste ao tempero carioca.

Cordelista e forrozeiro, conquistou muitos parceiros nestas andanças. A prova disto vem logo na capa com a xilogravura de Ciro Fernandes. Prossegue mostrando sua nova parceria com o jovem Edu Krieger (a já citada Masculina), as participações de Raimundo Fagner (Forró do Apagão, de Maciel Melo) e Alfredo Del Penho, apresentando canções do paraibano Jessier Quirino que tem um grandioso trabalho com a poesia matuta e sertaneja (Cumeeira de Aroeira Lá da Casa Grande), de Petrúcio Amorim (Forró do Sapateiro), do cordelista baiano Bule Bule (o côco que dá título do disco O Bicho Pega), do baiano João Bá e do já falecido cearense Klecius Albuquerque (Circo das Ilusões), do paulista Miltinho Edilberto (Como Alcançar Uma Estrela), uma releitura de Não vem Que Não tem, de José Orlando, originalmente gravada por Jackson do Pandeiro a quem é feita a homenagem, além de seus textos de cordel agora musicados como Bala Perdida (com Adelson Vianna), e Caminhos do Brasil (com João Lira), escrita na métrica do martelo agalopado.

Chico Salles tem história no universo nordestino, de onde é filho, e já lançou mais de 40 textos de cordel - graficamente muito bem produzidos e bem escritos -, além de atuar na área musical. Chico ocupa a cadeira número 10 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, que originalmente pertencia a Catulo da Paixão Cearense. Lançou quatro discos: o último Tá no Sangue e no Suor foi em 2007, também com produção de José Milton. Os anteriores foram Confissões, gravado ao vivo em 2000, com produção de Alceu Maia; Nordestino Carioca saiu dois anos depois, produzido pelo maestro Chiquinho Chagas, com distribuição nas bancas de jornal do RJ e SP, e Forrozando, que lhe valeu a indicação ao Prêmio TIM em 2005, como melhor disco e melhor cantor, na categoria regional.

Hoje, Chico circula entre as melhores rodas de samba e forró do Rio de Janeiro e participa de vários projetos. Retornamos ao texto de Bráulio Tavares para descrever esta mistura. “Tanto em seus folhetos quanto em seus CDs ele se desdobra em versos e melodias que falam direto à nossa memória afetiva. São sextilhas e baiões circulando por aquele cordão umbilical invisível que nos liga à terra, e por onde passam, como numa fibra ótica de banda larguíssima, quantidades enormes de informação cultural, de memórias, de associações de idéias, de ritmos e de harmonias, de vocabulários e sotaques”.

Assessoria de Imprensa
Mary Debs / Alessandra Debs




CHICO SALLES e GRUPO CHABOCÃO EM SÃO PAULO

Sexta dia 19 de novembro:

TRAÇO DE UNIÃO
Com a participação de DEYSE DO BANJO
Local: Rua Claudionor Soares, 73 - LARGO DO BATATA.
Informações e reservas: (11) - 30318065
Hora: 22:00h
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Sábado dia 20 de novembro:


FESTA DO BODE com BINGO e SHOW

Local: Rua Conde dos Arcos
Próximo ao Bar das Marrecas
FERRAZÓPOLIS - SÃO BERNARDO do CAMPO - SP.
Aberto ao Público com entrada franca
Horário: Das 17:00h às 24:00h

Show com CHICO SALLES e GRUPO CHABOCÃO - A partir das 22:00h

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Domingo dia 21 de novembro:

REMELEXO

Local: Rua Ferreira de Araújo, 1076 - Pinheiros (Próximo ao Sesc Pinheiros)

Informações e reservas: (11) - 3034-0212

Hora: 22:00h.

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Antecipadamente agradecemos a divulgação e a possível presença.
Obrigado,
CHABOCÃO EVENTOS

Mais informações: www.chicosalles.com.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Catálogo de Cordel da Tupynanquim



C A T Á L O G O

LANÇAMENTOS ESPECIAIS:

‘COLEÇÃO HERÓIS E REBELDES DAS AMÉRICAS’ (Belíssima caixa contendo
12 folhetos com biografias de grandes vultos que construíram a nossa história)
Preço: R$ 22,00

‘O PROFESSOR SABE-TUDO E AS RESPOSTAS DE JOÃO GRILO’ (Livro infanto-juvenil em cordel com 80 páginas coloridas)
Preço R$: 26,00

“O PAVÃO MISTERIOSO – Cordel em Quadrinhos (Álbum de luxo, capa dura, com o maior clássico do cordel de todos os tempos totalmente adaptado para os quadrinhos. Imperdível!!!)
Preço: R$ 26,00

Livro “ACORDA CORDEL NA SALA DE AULA – A Literatura Popular como Ferramenta Auxiliar na Educação
Preço: .R$ 30,00



FOLHETOS DE R$ 1,50

A alma de Sinzenando
A.B.C. a Patativa do Assaré
A bunda da Chica Boa
Abraão Lincoln, o inesquecível presidente dos Estados Unidos
A incrível história da princesa serpente
A intriga do gato com o cachorro por um palito de fósforo
A história de João da Peste
A história de Joseph M. Luyten – O criador da Folkmídia
A história de holandês que inventou a Folkmídia
A Lei Maria da Penha em folheto de cordel
Cinco anos do São Paulo capital Nordeste
Discussão de Seu Lunga com um corno
Galopando o Cavalo Pensamento
;O amor em poesia
O batizado do gato
O cordelista na China
O homem dos ratos
O homem que foi preso porquê peidou na igreja
O pássaro de diamantes e a princesa que enxergava com o coração (LANÇAMENTO!!!)
O sonho de Davi ou o tesouro da felicidade
O flautista mágico
Peleja de dois poetas sobre a transposição do Rio São Francisco
Quatro anos do ‘São Paulo Capital Nordeste’
Suplício de um drogado

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FOLHETOS DE R$ 2,00

A bela adormecida do bosque
A chegada de Lampião no inferno/ Debate de Lampião com S. Pedro
A diferença do rico para o pobre
Aladim e a lâmpada maravilhosa
Aracne, uma aranha bordadeira
A botija encantada ou o preguiçoso afortunado
A estátua do Jorge
Aldemir Martins, o gênio das Ingazeiras
A história da Imperatriz Porcina
A Gramática em Cordel
A genial trajetória dos Demônios da Garoa
A história de João e o Pé de Feijão
A história de Ali Babá e os quarenta ladrões
A história do rei que tudo tinha e nada possuía
A incrível história de Emiliano Zapata e a Revolução Mexicana
A insustentável peleja de Zé Maria com Calixtão de Guerra
A maldição das sandálias de Abu Kasen
A malassombrada peleja de Pedro Tatu com o lobisomem
A moça que virou cachorra porque foi ao baile funk
A morte do Padre Vieira e o discurso do jumento
Anita Garibaldi, heroína em dois continentes
Antônio Conselheiro, o revolucionário de Canudos
A volta de Camões e as novas perguntas do rei
Artimanhas de Pedro Malazartes e o urubu adivinhão
As aventuras de Davi e o gigante Golias
As ninfas da cachoeira ou o castigo da ambição
As presepadas de João Grilo
As bravuras de Justino pelo amor de Terezinha
A lenda da Iara
A pega do Boi Bargado no sertão jaguaribano
A professora indecente e as respostas de João Grilo
As palhaçadas de Zé Matuto
As proezas de SEU LUNGA, o rei da ignorância
A quenga e o delegado
A lenda macabra do pescador encantado
A mala do folheteiro
A ousadia da onça e o poder da formiga
A miragem do destino
A rainha dos pavões
As três folhas da serpente
A verdadeira história da Páscoa
Cafute e Pena de Prata (Conto de Rachel de Queiroz em Cordel)
Che Guevara, nas trilhas da liberdade
Dragão do Mar – Herói da Terra da Luz
Discussão dum crente com um boiola
Encontro com a consciência
Entre marido e mulher a Lei Maria da Penha mete a colher
Grande debate de Satanás com o Pai Eterno
Gentileza – O profeta da brasilidade
História de Helena e a Guerra de Tróia
História do Valente Vilela
Iniciação sexual na zona rural
Leandro Gomes de Barros, o pioneiro da Literatura de Cordel
Luiz Gonzaga, a trajetória de um rei
Martin Luther King, símbolo de liberdade e igualdade das américas
Meia noite no cabaré
Medicina Alternativa, a cura através das plantas
Midas, o rei das orelhas de jumento
O cantor e a meretriz ou a puta que comia fotos do ídolo
O desastre com o avião da TAM
O encontro de João Grilo com a Donzela Teodora
O feitiço de Àquila
O jangadeiro voador
O ladrão de Bagdá
O mandarim e a borboleta
O professor Sabe-Tudo e as respostas de João Grilo
O príncipe sortudo e a sapinha encantada
;O rapaz que virou barrão ou o porco endiabrado
O rico ganancioso e o pobre abestalhado
O porco endiabrado no programa do Ratinho
Os 3 cavalos encantados do Reino Monte de Ouro
Os grande encontro de Camões com Salomão
Uma tragédia em família ou pai que matou o filho
O poder que a bunda tem
O divórcio da cachorra
O caçador que sofreu nas garras do caipora
O cordelista na França
O linguajar cearense
O tremendo duelo de Quirino Beiçola com Tomaz Tribuzana
O testamento do cachorro
O conde mendigo e a princesa orgulhosa
O curioso caso do cangaceiro mais fedorento do sertão
O valentão do mundo
O judeu e a samaritana
O marco cibernético do Reino dos Três Irmãos
O mistério da pedra encantada
O morto que foi chifrado e voltou pra se vingar
Os martírios de Eugênia e o perverso Barbazul
Os direitos humanos em cordel
Padre Ibiapina, o apóstolo do Nordeste
Peleja de Azulão com Bezerra do Ceará
Peleja da Cachorra Cantadeira com o Macaco Embolador
Peleja de José Costa Leite com Antônio Klévisson Viana
Peleja de Manoel Riachão com o Diabo
Pergunta Idiota, tolerância zero
Romance de Bernardo e Sara ou a promessa dos dois irmãos
Romance de João Cambadinho e a Princesa do Reino de Mira-Mar
A mulher dos olhos de fogo
Salomão e Sulamita – O cântico erótico do amor
Ser criança é... Brincadeiras de ontem e de hoje
Seu André, o professor de Seu Lunga
Seu Lunga – O rei do mau-humor
Simón Bolívar – O Libertador da América
Tiradentes, um sonho de liberdade
Trapalhadas de Pedro Malazartes passando a perna no rei
Visita de Lampião a Juazeiro
Visita de Satanás a um baile funk

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ROMANCES DE CORDEL DE R$ 3,00


A Batalha de Oliveiros com Ferrabraz
A Botânica em cordel
Adalberto e Rosicler ou A Fera do Pantanal
A Donzela Graciosa e o amor de Salviano
A Donzela Teodora
A Deusa e o Caçador
A peleja de Bráulio Tavares com Antônio Klévisson Viana
A princesa que não ria e as presepadas de João Tolo
A Princesa da Pedra Fina
A Princesa Rosamunda ou a morte do gigante
À sombra da forca – Um destino em duas vidas
As aventuras do guerrilheiro Che Guevara
As bravuras de Donnar – O matador de dragões
A fantástica história do Capitão de Ladrões
A grande peleja virtual de Klévisson Viana e Doizinho Quental
A herança do sultão ou os 3 anéis da discórdia
A história completa da Santa Virgem Maria
A história da heroína Olga Benário
A Órfã Abandonada
Armando e Rosa ou Coco Verde e Melancia
A verdadeira história do Ceará Sporting Club
A vida de Pedro Cem
A vida de Zé Côco do Riachão
A vitória de Renato e o amor de Mariana
As aventuras de Robin Hood
As palhaçadas de Biu
As origens do Dia do Trabalhador e os Mártires de Chicago
Bamam e Gercina ou o Príncipe e a Fada
Branca de Neve e o Soldado Guerreiro
Chico Mendes , o defensor da floresta
Do Pelourinho a Los Angeles – Mestre Pastinha brilhou
Dadá e a morte de Corisco
História de Aprígio Coutinho e Neuza
História de São José em poesia popular
História de Roberto do Diabo
História de Rosa Alice e o velho Gondim
História de João de Calais
Índia Necy
João da Viola e a Princesa Interesseira
Joãozinho Sonhador no Reino Serra Quebrada
Juvenal e o dragão
Juliana e Juvenal ou o louco do cemitério
Julieta e Custódio ou o cavalinho voador
Lágrimas de uma sentenciada ou o triunfo do amor de Tibério e Maribel
Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança
Minhas Poesias de Amor
Nascimento, vida e morte do cangaceiro Zé Baiano
Nas garras do gavião
O alucinante namoro do menestrel e a lagartixa
O boi dos chifres de ouro e o vaqueiro das 3 virtudes
O cachorro encantado ou a sorte da megera
O cachorro dos mortos
O caçador João Mendonça e o tribunal da floresta
O cangaceiro do futuro e o jumento espacial
O casamento do besouro Rola-Bosta com a Barata Francesa
O crime das 3 maçãs
O encontro de São Raimundo Nonato com Getúlio Vargas
O fazendeiro mendigo e a cabocla encalhada
;O herói da floresta e a princesa encantada
O justiceiro do Norte
O mercador e o gênio
O papagaio que fez até Camões de otário (LANÇAMENTO)
O príncipe da Pérsia e o cavalo encantado
O príncipe João Sem Rumo no Reino das Pedras Verdes
O príncipe do Oriente e o pássaro misterioso
O príncipe Natan e o cavalo mandingueiro
O príncipe Oscar e a rainha das águas
O príncipe que fez de tudo para mudar o destino
O príncipe Roldão no leão de ouro
O romance de Auriflora e o novo pavão misterioso
Os martírios de Genoveva
O Manifesto Comunista em Cordel
O verdadeiro romance da carta do marginal
O último macho do mundo
Pedrinho e Julinha
Proezas de João Grilo
Romance do Pavão Misterioso
Rodolfo e Leocádia ou a força do sangue
Rogério & Adriana no Reino de Macabul
Tangidos pelo destino
Téo Azevedo, o cantor de Alto Belo
Versos de amor
Violação – A trágica história de Renato e Maria
Vinte anos da partida de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
Zumbi dos Palmares – Herói Negro do Brasil


LIVRETOS GRANDES (COR NA CAPA)

PREÇO UNITÁRIO: R$ 5,00

Antônio Conselheiro e a Fantástica Epopéia de Canudos
A Rola do Mané Chico Buliu no Bicho de Rosa – Cinco cordéis de humor e putaria
João Paulo II – Nascimento, Vida e Morte
Lampião... Herói ou Bandido?
Passeio na beira-mar
Seu Lunga, o velho mais zangado do mundo

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COLEÇÕES DE CORDÉIS (RARIDADES)

Caixa As Mil e Uma Noites em cordel ( R$ 20,00)
Caixa 140 anos de Leandro Gomes de Barros ( R$ 30,00)
Caixa “A Botija Encantada” – 12 romances de Klévisson Viana (R$ 25,00)
Caixa Clássicos Tupynanquim (R$ 25,00)
Caixa 2° Concurso Paulista de Literatura de Cordel (R$ 25,00)

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LIVROS DE HUMORISMO

Admirável Riso Novo (R$ 5,00)

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LIVROS EM QUADRINHOS

Lampião... Era o Cavalo do Tempo Atrás da Besta da Vida (R$ 30,00)

LANÇAMENTOS!!!

Os miseráveis
Adaptação do clássico universal de Victor Hugo para a linguagem da Literatura de Cordel, formato 16x23cm, capa colorida, totalmente ilustrado e impresso no papel reciclato
(R$ 25,00)

O corcunda de Notre-Dame
Adaptação do clássico universal de Victor Hugo para a linguagem da Literatura de Cordel, formato 16x23cm, capa colorida, totalmente ilustrado e impresso no papel reciclato
(R$ 25,00)

As aventuras de Dom Quixote em versos de cordel
Adaptação do romance clássico universal para a linguagem da Literatura de Cordel, formato grande, capa colorida e totalmente ilustrado (R$ 22,00)

Sertão Menino
Literatura Infantil em Cordel, formato 23x23cm, totalmente ilustrado e colorido, impresso em cartão supremo e couchê respectivamente R$ 22,00

A festa no céu
Literatura Infantil em Cordel, formato 23x23cm, totalmente ilustrado e colorido, impresso em cartão supremo e couchê respectivamente R$ 22,00

O pulo do gato
Literatura Infantil em Cordel, formato 23x23cm, totalmente ilustrado e colorido, impresso em cartão supremo e couchê respectivamente R$ 22,00


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IMPORTANTE!

Encomenda simples:
Faça o depósito equivalente ao valor do seu pedido mais o acrescimo de 10% do valor do mesmo para despesas postais e envie o seu comprovante pelo correio ou para o E-mail: tupynanquim_editora@ibest.com.br

Fone: (85) 3217 2891 (Klévisson Viana)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Divulgado o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel



Foi divulgado hoje, 12 de novembro, o resultado do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel - Edição 2010. A iniciativa do Ministério da Cultura homenageou, nesta primeira edição, Patativa do Assaré.

Entre os habilitados estão o poeta Arievaldo Viana, com sua biografia de Leandro Gomes de Barros, Aderaldo Luciano, com sua tese Literatura de Cordel: Visão e Revisão, e inúmeros criadores do Cordel, como os já consagrados Klévisson Viana, Rouxinol do Rinaré, Varneci Nascimento, João Gomes de Sá, Janduhy Dantas, Mestre Azulão, Luiz Gonzaga de Lima, Moreira de Acopiara, Gonçalo Ferreira da Silva, Antônio Barreto e José Honório da Silva.

Em São Paulo, ainda foram habilitados os poetas Pedro Monteiro, Josué Gonçalves, Cleusa Santo, Otávio Maia, além de Gregório Nicoló, diretor da editora Luzeiro. Outro selecionado foi o jornalista Assis Ângelo, autor de um livro sobre o repentista Pedro Bandeira.

De minha autoria foi selecionado o clássico em cordel O Conde de Monte Cristo, inscrito pela editora Nova Alexandria, da qual sou coordenador editorial.

A alvíssara me chegou por meio do pesquisador paraibano José Paulo Ribeiro, também ele premiado num projeto que será extensão de suas atividades em prol do cordel em seu estado.

Nota: Para pesquisar no Diário Oficial da união, é só clicar no link http://portal.in.gov.br/in e inserir as palavras-chave "Mais Cultura", "Cordel" ou "Patativa do Assaré".

Do total de habilitados, 617, serão selecionadas 200 iniciativas.
Mais: http://www.cultura.gov.br/site/2010/11/12/minc-divulga-habilitados-do-premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel/